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“Jesus como seu Salvador”

novembro 20, 2011

Ter Jesus como Salvador parece simples. Parece uma questão de Afirmação. Vou tentar dar aqui minha perspectiva do que isso significa, em poucas palavras.

Nós diariamente precisamos de Salvação. A cada instante. Nossas escolhas podem representar Salvação ou Perdição. Aceitar aquela determinada proposta de emprego pode significar a ruína dos meus relacionamentos ou uma grande alavancada no meu desenvolvimento pessoal. Quem determina qual será o resultado das minhas escolhas ? O meu espírito, o que carrego de virtudes e valores comigo, a minha bagagem. É aí que Jesus é determinante. Acredito que Ele representa o exemplo máximo de alguém que viveu, como dizemos, “em espírito”, ou seja, viveu em virtudes, viveu bem (no sentido de saber amar, permitir ser amado, valorizar a vida e as pessoas, não se perder pelas ilusões do mundo) e para o bem. Acredito também que não há outro caminho que leve alguém a este nível de entendimento, senão aquele que Jesus aponta. Ele é o exemplo mais intenso, constrangedor e poderoso de amor e de elevação que jamais existiu. Quando eu digo que “aceito Jesus como meu Salvador”, estou dizendo que aceito este modelo de existência, essa postura diante da vida, esses “mandamentos” de alguém que é mais que um mestre de boas maneiras, mais que honorariamente o “filho de Deus”. Ele é o único que pode me levar a, vivendo a vida de maneira diferente, descobrir a resposta para meu maior questionamento: qual é o significado de tudo isto.

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Meu Caminho, Minha Verdade, Minha Vida.

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18 de Novembro

novembro 18, 2011

É muito comum ouvirmos que “Deus tem um propósito na sua vida”. Aí, volta e meia explicamos nossos sucessos ou insucessos por meio deste conceito. Se venci, se consegui o emprego, se realizei o sonho pessoal, se galguei uma posição, digo: É o propósito de Deus! Se, por outro lado, perdi, não consegui o emprego, tive um trauma, sofri um acidente, decaí em algum aspecto, começo a explicar que “Deus tem um propósito nisso tudo”.

Ficam, então, algumas perguntas no ar: Tudo que me acontece está dentro dos propósitos de Deus? Todo sucesso é propósito de Deus? Todo insucesso é sinal de que Deus quer de mim outra coisa? Vamos pensar biblicamente:

O povo de Israel queria muito um rei. O povo pediu a Deus um rei. Deus deu ao povo um rei. Sucesso, certo? Mas era esse o propósito de Deus? Não. O povo considerou aquela uma grande conquista, já que todos os outros povos tinham reis, mas não era este, nem de perto, o propósito de Deus. Esse caso ilustra aquelas nossas conquistas que, ao invés de nos aproximar de Deus, nos afastam (essa é pra os amigos que trocam seus momentos de meditação e estudo da palavra por uma promoção de emprego rs) .

Nas guerras do velho testamento, não são poucos os casos em que, mesmo vencendo uma guerra e se apropriando de todos os bens do povo vencido (ou seja, aparente sucesso, ascensão material etc.), Deus se mostrava insatisfeito com o povo, porque sua intenção é que eles não se apropriassem daquelas riquezas ou fizessem escravos. Logo, vê-se aí mais um caso em que a vitória não representa propósito de Deus. A bíblia está cheia deles e a lição é auto-explicativa: existem coisas que não deveriamos desejar ou ter.

Agora vejamos sobre derrotas. José era um rapaz muito justo. Amava seu pai, amava seus irmãos. Num determinado momento, os irmãos voltam-se contra ele e o aprisionam, em seguida vendendo-o como escravo para o Egito. José fica preso durante muitos anos. Está aí uma grande derrota pessoal. E ninguém diga que foi um período prazeroso e tranquilo na vida de José. Foi um período de privação e dificuldade. Mas nesse caso, a derrota de José significou um alinhamento aos propósitos de Deus não só para ele, mas para com o povo.As vezes, derrotas a curto prazo reservam vitória a longo prazo.

Existem também derrotas irreversíveis na Bíblia que foram designadas por Deus. Veja a história de Jó. Independentemente de ter tido mais filhos e filhas, a verdade é que a morte dos primeiros não se reverteu. Eles se perderam deste mundo. Uma grande tristeza, sem dúvida, mas que não escapava da história de Deus para a vida de Jó. Assim, insucessos nem sempre são sinais de que Deus não está lá. É preciso humildade e maturidade para reconhecer isso. E a história de Jó nos ensina que independentemente das circunstâncias, seus princípios e valores devem permanecer inabalados.

Tem também aqueles casos em que, derrotados nas primeiras tentativas, começamos a desconfiar que Deus está nos levando para outro “propósito”. Será que uma ocasional derrota já demonstra que Deus nos quer num lugar diferente? Na história de Jacó com seu sogro a coisa parecia indicar que não era dos “propósitos de Deus” que ele tivesse a mulher que desejava, Raquel. Isto porque diversas vezes ele foi enganado, ludibriado, coagido e explorado pelo sogro, a ponto de ter que fugir para se ver livre dessa situação. Um caso de insucessos e frustrações sucessivas, mas que guardavam um propósito ali. Muitas vezes nos veremos limitados por um agente externo. É preciso sabedoria, estratégias e paciência para superar determinados obstáculos.

Na verdade, o que vejo é que os propósitos de Deus são, a princípio, ocultos, e não evidentes. Assim, não é fácil enxergá-los e simplesmente contemplar as evidências circunstanciais não responde a pergunta. Nem tudo que acontece conosco é propósito de Deus. Apressar-se em dizer que esta ou aquela é a vontade de Deus é um erro muito comum (veja a história do erro fundamental de Saul, no livro de Samuel). Algumas coisas são simplesmente resultado da nossa liberdade. Nem todos os acidentes e tragédias guardam propósitos (apesar de que podem, evidentemente, ensinar). Nem todas as crises, as conquistas, os eventos do dia-a-dia, são da “vontade de Deus”. Se assim fosse, nossa vida seria plena e correria invariavelmente em ascenção constante, o que, claro, não é verdade. Nossa inconstância é evidente. E a tentativa de explicar sucessos e fracassos pela luz dos propósitos é apenas mais uma manifestação da nossa inconstância, de entendimento e de caráter. É mais fácil “explicar” um insucesso que enfrentá-lo. É mais fácil “justificar” um desastre do que conviver com a realidade de que nós, homens e mulheres, optamos por este caminho, um caminho de “conhecimento do bem e do mal”, de livre-arbítrio, em detrimento da completa dependência de Deus.

Por fim, a Bíblia diz que “há propósito para todas as coisas debaixo do céus”. Parece controverso? Não é. A Palavra está dizendo que para tudo que existe, existe uma “finalidade para a qual isto foi criado”, um plano inicial. Por exemplo, o propósito de existência dos rios, muito provavelmente, era prover água para os campos. O propósito dos pássaros, dentre outras coisas, era semear a terra. E assim por diante. Mas um rio poluído, certamente, não está nos propósitos de Deus, nem o tráfico de aves. Eles existem? Inúmeros casos. Longe do propósito inicial, mas estão lá, resultado da sua e da minha vontade.

Da próxima vez que você experimentar vitórias ou derrotas, reflita antes de concluir o “propósito de Deus”. O salmista Davi, humildemente, disse: quem pode entender a mente do Senhor? Entender os propósitos de Deus é um desafio contínuo e inesgotável de entendimento, reavaliação, interpretação e meditação acerca daquilo que vemos, ouvimos, conhecemos e enfrentamos. E só há um modo de saber se você está plenamente diante de um propósito genuinamente divino: diante de Deus, de si mesmo e de todos os que o cercam, isto será Bom, Perfeito e Agradável. É alcançar o “Sentido” das coisas. E isto, cá pra nós, nos dias de hoje, não é uma coisa fácil de se encontrar.