Posts Tagged ‘relacionamento com Deus’

18 de Novembro

novembro 18, 2011

É muito comum ouvirmos que “Deus tem um propósito na sua vida”. Aí, volta e meia explicamos nossos sucessos ou insucessos por meio deste conceito. Se venci, se consegui o emprego, se realizei o sonho pessoal, se galguei uma posição, digo: É o propósito de Deus! Se, por outro lado, perdi, não consegui o emprego, tive um trauma, sofri um acidente, decaí em algum aspecto, começo a explicar que “Deus tem um propósito nisso tudo”.

Ficam, então, algumas perguntas no ar: Tudo que me acontece está dentro dos propósitos de Deus? Todo sucesso é propósito de Deus? Todo insucesso é sinal de que Deus quer de mim outra coisa? Vamos pensar biblicamente:

O povo de Israel queria muito um rei. O povo pediu a Deus um rei. Deus deu ao povo um rei. Sucesso, certo? Mas era esse o propósito de Deus? Não. O povo considerou aquela uma grande conquista, já que todos os outros povos tinham reis, mas não era este, nem de perto, o propósito de Deus. Esse caso ilustra aquelas nossas conquistas que, ao invés de nos aproximar de Deus, nos afastam (essa é pra os amigos que trocam seus momentos de meditação e estudo da palavra por uma promoção de emprego rs) .

Nas guerras do velho testamento, não são poucos os casos em que, mesmo vencendo uma guerra e se apropriando de todos os bens do povo vencido (ou seja, aparente sucesso, ascensão material etc.), Deus se mostrava insatisfeito com o povo, porque sua intenção é que eles não se apropriassem daquelas riquezas ou fizessem escravos. Logo, vê-se aí mais um caso em que a vitória não representa propósito de Deus. A bíblia está cheia deles e a lição é auto-explicativa: existem coisas que não deveriamos desejar ou ter.

Agora vejamos sobre derrotas. José era um rapaz muito justo. Amava seu pai, amava seus irmãos. Num determinado momento, os irmãos voltam-se contra ele e o aprisionam, em seguida vendendo-o como escravo para o Egito. José fica preso durante muitos anos. Está aí uma grande derrota pessoal. E ninguém diga que foi um período prazeroso e tranquilo na vida de José. Foi um período de privação e dificuldade. Mas nesse caso, a derrota de José significou um alinhamento aos propósitos de Deus não só para ele, mas para com o povo.As vezes, derrotas a curto prazo reservam vitória a longo prazo.

Existem também derrotas irreversíveis na Bíblia que foram designadas por Deus. Veja a história de Jó. Independentemente de ter tido mais filhos e filhas, a verdade é que a morte dos primeiros não se reverteu. Eles se perderam deste mundo. Uma grande tristeza, sem dúvida, mas que não escapava da história de Deus para a vida de Jó. Assim, insucessos nem sempre são sinais de que Deus não está lá. É preciso humildade e maturidade para reconhecer isso. E a história de Jó nos ensina que independentemente das circunstâncias, seus princípios e valores devem permanecer inabalados.

Tem também aqueles casos em que, derrotados nas primeiras tentativas, começamos a desconfiar que Deus está nos levando para outro “propósito”. Será que uma ocasional derrota já demonstra que Deus nos quer num lugar diferente? Na história de Jacó com seu sogro a coisa parecia indicar que não era dos “propósitos de Deus” que ele tivesse a mulher que desejava, Raquel. Isto porque diversas vezes ele foi enganado, ludibriado, coagido e explorado pelo sogro, a ponto de ter que fugir para se ver livre dessa situação. Um caso de insucessos e frustrações sucessivas, mas que guardavam um propósito ali. Muitas vezes nos veremos limitados por um agente externo. É preciso sabedoria, estratégias e paciência para superar determinados obstáculos.

Na verdade, o que vejo é que os propósitos de Deus são, a princípio, ocultos, e não evidentes. Assim, não é fácil enxergá-los e simplesmente contemplar as evidências circunstanciais não responde a pergunta. Nem tudo que acontece conosco é propósito de Deus. Apressar-se em dizer que esta ou aquela é a vontade de Deus é um erro muito comum (veja a história do erro fundamental de Saul, no livro de Samuel). Algumas coisas são simplesmente resultado da nossa liberdade. Nem todos os acidentes e tragédias guardam propósitos (apesar de que podem, evidentemente, ensinar). Nem todas as crises, as conquistas, os eventos do dia-a-dia, são da “vontade de Deus”. Se assim fosse, nossa vida seria plena e correria invariavelmente em ascenção constante, o que, claro, não é verdade. Nossa inconstância é evidente. E a tentativa de explicar sucessos e fracassos pela luz dos propósitos é apenas mais uma manifestação da nossa inconstância, de entendimento e de caráter. É mais fácil “explicar” um insucesso que enfrentá-lo. É mais fácil “justificar” um desastre do que conviver com a realidade de que nós, homens e mulheres, optamos por este caminho, um caminho de “conhecimento do bem e do mal”, de livre-arbítrio, em detrimento da completa dependência de Deus.

Por fim, a Bíblia diz que “há propósito para todas as coisas debaixo do céus”. Parece controverso? Não é. A Palavra está dizendo que para tudo que existe, existe uma “finalidade para a qual isto foi criado”, um plano inicial. Por exemplo, o propósito de existência dos rios, muito provavelmente, era prover água para os campos. O propósito dos pássaros, dentre outras coisas, era semear a terra. E assim por diante. Mas um rio poluído, certamente, não está nos propósitos de Deus, nem o tráfico de aves. Eles existem? Inúmeros casos. Longe do propósito inicial, mas estão lá, resultado da sua e da minha vontade.

Da próxima vez que você experimentar vitórias ou derrotas, reflita antes de concluir o “propósito de Deus”. O salmista Davi, humildemente, disse: quem pode entender a mente do Senhor? Entender os propósitos de Deus é um desafio contínuo e inesgotável de entendimento, reavaliação, interpretação e meditação acerca daquilo que vemos, ouvimos, conhecemos e enfrentamos. E só há um modo de saber se você está plenamente diante de um propósito genuinamente divino: diante de Deus, de si mesmo e de todos os que o cercam, isto será Bom, Perfeito e Agradável. É alcançar o “Sentido” das coisas. E isto, cá pra nós, nos dias de hoje, não é uma coisa fácil de se encontrar.

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Amazing Father

julho 26, 2010

Incrível! Sete bilhões de filhos. Sim, filhos mesmo. Ainda aqueles que estão distantes. O filho pródigo nunca deixou de ser filho aos olhos do Pai. Apenas estava perdido. O que nos leva de volta a, meu Deus, sete bilhões de filhos! Quando eu tiver meus filhos (por enquanto, sonhamos com dois), quero que eles tenham o melhor de mim. Que tenham certeza do meu abraço, que façam fila para ouvir meus conselhos, que sorriam, sorriam, que sejam amados e saibam amar, educados, generosos, fartos de espírito. E que vivam bem. Sorriam, sorriam. O seu sorriso será delicioso pra mim, já é, e olha que eu ainda nem os conheço pessoalmente. Mas no meu coração, eles já são um sonho bom.

Deus teve tantos sonhos quantos fomos, somos e seremos pela eternidade. “Antes de você nascer, Deus sonhou com a sua vida; ele mesmo lhe formou com um propósito e uma missão (v. Bíblia, Salmo 139.13-18)”. Ele teve um sonho pra mim, um sonho pra você (você já se perguntou como deve ter sido? “eu quero que meu filho seja…”, “minha filha será tão…”). Ele amou cada um desses sonhos, sem nunca ter um preferido, com um amor especial, de um jeito único e especial (como são os filhos), desejando que tivéssemos o melhor dele e desta vida, que ele mesmo nos deu. E o meu sorriso, o seu sorriso, para Deus, é delicioso e surpreendente. Assim Deus tem sete bilhões de motivos, hoje, para renovar sua misericórdia para com esta Terra e para conosco. Não. Nem tudo está perdido, afinal, somos todos seus filhos, sete bilhões de filhos. E um sonho de cada vez pra realizar. Ainda há tempo.

Realize o sonho de Deus pra você. Viva feliz, não ande perdido. Você tem um Pai incrível.

7 de Julho

julho 8, 2010

Olá, pessoal que lê aqui, já estamos em julho e gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos de hoje. Realmente, Deus pode fazer coisas incríveis na nossa mente, não é ? E quem disse que o budismo está errado com todas aquelas horas de meditação (tudo bem, a gente faz um pouquinho diferente, a gente não esvazia, enche a mente, mas o conceito é o mesmo _risos) ? A Bíblia recomenda veementemente para uma vida saudável longas horas de meditação e reflexão, v. Salmo 1. Vamos a ela então?_risos

A reflexão do dia começa no suposto amor à Deus e termina na pergunta “Quem é esse?”. É ótimo que Deus tenha respondido que seu nome é “Eu sou o que sou”, porque isso alarga exponencialmente a perspectiva. Significa que Deus não pode ser enquadrado num conceito formal. Porém, a Bíblia, o livro clássico cristão (porque existem outros, acreditem, que devem ser considerados…), diz diretamente que “Deus é amor” e que “aquele que não ama não conhece a Deus”. Isso me pegou desprevenido hoje. Me tomou de surpresa imerso em crises pessoais, crises familiares, preconceitos, certa apatia quanto à condição de quem está passando frio ou fome agora enquanto escrevo. É. Somos muito ávidos em dizer a teoria e contradizer com a prática. O que eu notei é o seguinte: o amor a Deus, até mesmo o fato de conhecê-lo ou não (que nós “da religião”, tanto nos orgulhamos) está “condicionado a”. Sim. Amar. “Aquele que diz ‘eu amo a Deus’ e odeia seu irmão é mentiroso”, diz a mesma Bíblia. Como alguém poderia entender o que é amor começando do mais difícil objeto de amor sincero que existe, Deus, que é invisível ? Não. Nós começamos o amor e o conhecer a Deus em nós mesmos, amando nossa alma, nossa vida, tendo o cuidado de preservá-la, conservá-la, alimentá-la, e então o conceito de “pecado” (esse tremendo tabu) se torna de uma simplicidade estonteante: tudo que te faz mal, assim como a recomendação para evitá-lo. E o amor continua em nós, e transborda para os outros (por isso “amar o próximo como a si mesmo”). Logo se vê que se você não ama os que estão ao seu redor, mesmo que sejam problemáticos, caóticos, egoístas, miseráveis, se você não consegue nutrir nenhuma simpatia, misericórdia, otimismo, se você se tornou insensível ao “outro”, possivelmente, você está tremendamente distante de entender quem é ou o que quer esse Deus que dizemos servir e amar. Amar ao outro é uma forma de lembrá-lo de que existe um amor ainda maior esperando quando o tempo chegar. Amar a si mesmo é entender-se, render-se aos limitados dias de vida, à limitada condição de saúde, à limitada capacidade de acertar e à irritante insistência em errar. Assumir esses “pecados” e encontrar a graça (que se explica por ela mesma, paz de graça, amor de graça, perdão de graça, alegria de graça, graça de graça). Eu quero muito conhecê-lo. Eu quero estar conectado 24h com o que está acontecendo nesse outro nível, misterioso, mas eventualmente tão real como um beliscão, que é o “espiritual”. E Deus está nisso tudo. Amando a quem está à minha volta eu começo a ver, ouvir, sentir a Deus. Se os pais amassem os filhos, e os filhos aos pais; se os casais se amassem, assim, por puro carinho e entrega; se os ricos amassem aos pobres; se os justos amassem quem está longe da lei; se eu amar, simplesmente como ele me amou, então, um dia, a hora vai chegar, quando eu puder finalmente encontrá-lo. Pessoalmente. Depois de ter amado o mundo inteiro, imediatamente vou reconhecê-lo. Porque ele terá (como pai e filho) o meu sorriso, os meus olhos, a minha maneira suave de falar.

Quem é Deus? O amor é um bom caminho para encontrar a resposta.

Abraço,

Thiago

Marcando Encontros com Deus

maio 2, 2010

Deus deseja se relacionar conosco com intimidade, intensidade e toda a comunhão. Através de Jesus, Deus criou a melhor forma pra nós de Encontros, uma forma maravilhosa de estarmos durante toda a vida com Ele. Funciona assim: nós marcamos a hora e o lugar, Deus decide a programação. E é maravilhoso estar com Ele, a ponto de “todas as coisas cooperarem para o nosso bem”, porque o escolhemos. O que poderia dar errado? Seriamos sempre chegados a Deus, conhecendo sempre o que Ele pensa, estando sempre próximos Dele, nos tornando cada vez mais parecidos com Ele. Mas nosso coração inverteu as tarefas do Encontro: nós queremos decidir a programação, e aí, oramos quando estamos em dificuldade: “Senhor, eu preciso ser promovido no emprego”. Naquele dia, Ele tinha planejado uma surpresa, um emprego novo, que te daria mais tempo pra Ele, pra nós, mas pedimos a promoção, e com a promoção vem mais trabalho, menos tempo, menos Encontros. Nós também nos esquivamos da nossa parte de dizer o horário, porque “não tenho tempo hoje” e escolhemos o mesmo lugar sempre, a igreja. Os Encontros se tornam monótonos e pouco íntimos, e perdemos de visitar com Ele nossa casa, lugares na cidade, um por do sol, enfim, nossos encontros caem na rotina e perdem o amor. Quando saimos do propósito de Deus pra nossos Encontros, Ele não se afasta, Ele não vai embora, Ele simplesmente espera. Então porque a sensação de “Deus não está aqui?”, ou “Deus não fala mais comigo”? É triste, mas também é uma grande alegria perceber que esse tempo todo Deus esteve à nossa espera e que o motivo do silêncio é que nós estamos no lugar errado, na hora errada, com o propósito errado, querendo encontrar a Deus nas nossas conveniências. Dê um pouco mais de si pra Deus, vá até Ele sem pedir nem esperar, apenas pra encontrá-lo, deixe que Ele conduza o Encontro, que Ele comece, apenas espere. Ele tem esperado tanto por você, fielmente, pacientemente. Espere por Ele. Apenas marque o lugar e a hora, e que seja bastante tempo, e que seja num lugar diferente. Certamente Ele te dará um Encontro inesquecível. E você vai viver toda a vida, feliz e plenamente realizado com seus Encontros com Deus.

 

Atenção a alguns erros comuns: Marcar a hora errada (pouco tempo, ou a pior hora do seu dia), o lugar errado (os lugares solitários são os melhores, mesmo que seja o seu quarto), querer dizer a programação e só desejar encontros pra pedir (não são nem encontros, são “reuniões de negócio” com Deus), desanimar-se porque Deus não veio (na verdade, você quem faltou, por isso o silêncio; reavalie, Deus está sempre lá) e desejar uma relação superficial (querendo se encontrar com Deus por correspondência, ou por intermediários; Deus não usa e-mail nem manda recado, ele vai até você).

13 de Abril

abril 14, 2010

Olá, amigos(as),

quero falar sobre o que estou experimentando e deixar uma pequena lição que estou reaprendendo (esse negócio de “deixar lição” eu estou aprendendo com a história de Jesus, que era um mestre fora do normal e “ensinava” sempre que podia; isso me animou a procurar ensinar também):

 Não existe tempo fora de Deus que valha a pena. Eu aprendi isso do ano passado pra cá (quando dedicava tanto tempo pra Deus e nunca me sentia cansado, pelo contrário, quando mais eu tinha, mais eu procurava e isso começava a tocar as pessoas ao meu redor). Mas chegou um novo tempo pra mim, de mudança, (cidade nova, desafios novos, compromissos novos) e fui negligente e deixei de buscar. Voltei ao tempo do feijão-com-arroz, abandonei a experiência de “Festa” que você encontra quando se dedica a Ele. Mas no último fim de semana eu permiti que a palavra produzisse em mim arrependimento. E o arrependimento produz um fruto imediato: mudança. Faz três dias que me dedico exclusivamente a buscar a Palavra e a Presença de Deus (minha meta era pelo menos 2h por dia pra orar mais o tempo de bíblia, e nem fazia idéia de como eu ia conseguir superar essa programação_”Mas também. É a fome”, eu diagnostico logo).  Como é bom voltar. E é isso que eu quero dividir aqui, a sensação da experiência de ter Deus como prioridade. Você começa a ser guiado por Ele, a pensar e a se comportar como alguém inspirado por uma inteligência (emocional, profissional etc.) excelente. E ainda tem a paz no coração (os mesmos problemas, mas eles simplesmente mudam de proporção e não afetam mais seu juízo), a alegria de viver (que te puxa pra cima, faz você achar satisfação em tudo) e a certeza do certo (você não vascila, é tentado e não cai, a Palavra faz sentido e cada dia te mostra mais verdades). Bem que a Bíblia diz: “Porque o Reino de Deus é Justiça, Paz e Alegria; no espírito santo”. E voltar a isso me levou de volta à uma música que Ele me inspirou a compor ano passado, quando eu ainda estava começando a entender e a mudar. Ela fala sobre o preço e a recompensa. Hoje eu sou grato a Ele por poder comprovar, ainda tão jovem, com todos os sentidos e sem intermediários, que a sua história é verdadeira e por meio dela eu alcanço essa glória que hoje eu re-experimento. Que Ele mostre e inspire vocês ao Abril de começos e recomeços que eu tenho vivido.

Aprendendo e Curtindo a Graça da Intimidade,

humildemente, Thiago

Maior História

 

Meu Jesus Sofreu a Dor dos Homens
Cada Lágrima Suportou
Ele Deu e Nada Pediu em Troca
Quando Eu o Desprezava, me Amou

Como podem dizer que não se lembram
ou que nunca ouviram falar
Como podem negar tamanha história de amor
Foi meu Jesus Quem Morreu para Contar

Maior Prova de Amor não Se Viu
Veja Bem, Ele quer te Dar a Paz que Só Ele Tem
Maior História de Amor Não Se Verá
Veja Bem, Ele Quer Te Dar a Salvação Que Só Ele Tem Pra Dar

Veja Bem, Lembra Bem
História, Sua História, Ele Morreu pra Contar
Do Amor que Tem pra Dar

Onde Parei ?

abril 14, 2010

Foi naquele dia, numa igreja qualquer, que quando menos esperava, eu  ouvi Sua voz. “Coisa da minha mente”, pensei, mas era tão claro. De tudo que ouvi, uma vontade se firmou: Entregar. E então eu me entreguei. Levantei-me quando convidado, sem entender bem o porquê, mas tendo uma certeza profunda de que algo em mim estava, naquele momento, sendo preenchido (aquele vazio antigo, que de quando em vez me deixava mal, e nada mais prestava). Ali eu encontrei o que chamam de “salvação”, mas que eu sei, explicando bem ou não, que é a certeza de que a mesma voz que me chamou “Filho” agora preenche o meu vazio e, um dia, me mostrará um outro lado da existência.

Conheci a Palavra, como chamam. Interessantíssima ela é. Tem cheiro de antiguidade, mas o seu discurso parece prever tudo o que está ao meu redor. Me interessei. Reconheço que há naquelas páginas tudo o que se possa querer saber: como orar, como se comportar, o ideal Dele para muitas coisas (namoro, igreja, administração do meu dinheiro), muitas lições de vida, alguma poesia e uma proposta interessante sobre a “vida eterna”. De vez em quando eu recorro a ela, à essa Palavra. Queria saber mais. Queria ter mais tempo para responder minhas perguntas (estou adiando algumas respostas, sim). Admiro quem domina seu conteúdo e procuro, sempre que possível, ouvir à respeito, na esperança de conhecer mais disso tudo, porque não há dúvidas: É uma proposta e tanto.

Orar. Simples, mas faz um bem. Eu oro para que eu possa orar mais. Eu oro. Eu até comecei a dedicar um tempo certo pra isso. Todos os dias eu estou lá. Meus 10, 20, 30 minutos me mantém durante o dia todo. E estou me disciplinando em guardar tempo. Não é que isso está me deixando mesmo diferente ? Preciso conhecer as minhas possibilidades. Quem sabe logo, logo eu comece a planejar uma leitura completa da Palavra, quem sabe. Meus 10 min. estão fazendo toda a diferença.

Me comprometi. Como eu não havia visto antes, estava tudo tão claro. O Seu sacrifício, toda aquela dor e nenhuma culpa. E eu preocupado com esse monte de entulho que eu mesmo permiti ser depositado entre Ele e meu Eu. Começo hoje a mudar. E vou mostrar aos outros, tantos, que isso é sério. Que Sua Vida em mim é verdadeira. Que realmente há uma esperança, um caminho. Dei um basta nas vaidades (trabalho, necessidade afetiva, realização dos sonhos pessoais). Vou sair na rua, eles terão que me ouvir. Ele existe. Ele existe.

“Oi, Pai”. “Onde você quer me levar hoje?”. Parei de correr. Quando eu pensei que estava em alta, eu caí em mim. Ele me mostrou quem eu era, e o que eu estava fazendo. Queria construir para Ele um reino exterior (na política da cidade, na fé dos outros, na vida e no testemunho falho dos que se chamam “crentes”, mas são superficiais… eu queria consertar o mundo) mas não havia sequer uma casa no meu coração que Ele pudesse habitar. Estou falando sobre a minha alma, que jamais permiti que Ele atingisse. Agora Ele me conhece e eu, eu estou disposto a conhecê-lo. A Palavra pra mim agora é um guia, que me encaminha para uma nova, profunda, viva experiência. Eu o sinto (paz, força, alegria, inspiração, simplesmente brotam quando eu oro… agora entendo o significado de “sobrenatural”, isso não vem de mim). Sim, não estava ali antes, mas agora eu o sinto, perto, Ele está perto. Quando oro, por um momento tenho a sensação de que Ele está ali, ao meu lado. E Ele é melhor, maior e mais real do que eu jamais poderia imaginar. Nós estamos nos conhecendo aos poucos. Mas minha vontade é prosseguir e sinto que as coisas estão tomando o rumo da felicidade que Ele prometeu. Agora entendo: não importa o que vier, agora eu sei, Ele está aqui.

Não mais Eu. Mudei. Quando eu vi todo aquele sofrimento, toda a correria vazia que esvazia o mundo, eu não suportei o silêncio, a omissão. Eu me doei como Ele. Eu escolhi andar como Ele andava, e ver como Ele vê. Agora caminho nesse propósito firme, “para que eles sejam Um, como nós”. Vou Ser como Ele é. Agora eu vejo, agora eu sinto sua dor: homens bons entregues à sarjeta, ricos chorando sua pobreza moral, crianças abandonadas por adultos que abandonaram sua fé, e com ela sua sensibilidade, sua humanidade, perderam a alma. Igrejas frias de nenhum Deus, homens céticos que preferem se chamar alcoólatras, adúlteros, miseráveis, depressivos, a serem chamados de “crentes”, sem saber que quem crê encontra a Vida, ainda que se afaste do que o mundo chama “Vida”. “Usa-me”, porque eu fui feito sobre medida para esta hora, para ser canal de salvação, agora eu sei. Levo nas mãos a Palavra (de que me encho sempre), o Espírito (Ele está comigo, em tudo somos Um) e o meu Eu (minhas habilidades, minha inteligência, meus sonhos, meu tempo e lugar à Sua disposição…).

a minha história com Ele continua… e a sua?

 

“Que você conheça e prossiga em conhecer à Ele; e a seu tempo, Ele certamente virá” (Os. 6:3). Se você parou de caminhar, se você olha pra trás e é o mesmo a muito tempo, se Ele pra você ainda é aquela voz distante, uma promessa à longo prazo, uma experiência real solitária no passado, uma pessoa indiferente, um relacionamento não correspondido, uma fórmula pesada de cumprir e de pouco proveito interior, ou mesmo uma relação vacilante e confusa, de altos e baixos demais, dúvidas demais e respostas aquém, Oséias 6 expressa bem a vontade Dele: “porque quero seus sentimentos e não sua religiosidade, e te conhecer mais do que qualquer coisa que você possa me dar” (ver. Os 6:6).

Pergunte-se: Onde eu Parei? E Prossiga.

Pode Deixar. Eu te Ligo.

abril 12, 2010

É. Faz um tempo que Ele não me liga. Na verdade, eu não me lembro da última vez. O recado que Ele deixou na secretária eletrônica diz que Ele me ligaria todo dia, que estaria sempre por perto. Parece que Ele quer muito falar comigo. Não entendi. O que eu sei é que eu tenho feito a minha parte. Todos os dias, as vezes até mais de uma vez por dia, eu ligo pra Ele. Digo “Pai, obrigado por isso e aquilo, me ajuda nisso e naquilo…” e pronto. As vezes, antes de ligar, eu revejo as mensagens que Ele deixou. Isso me anima a ligar novamente. Parece que Ele me ama muito mesmo. Eu sempre deixo mensagens na sua secretária, geralmente pedidos. E de vez em quando, sem saber se Ele recebeu mesmo, por via das dúvidas, deixo de novo (pensando assim é até engraçado: eu devo ter dito umas 50 vezes “me ajuda a arranjar um emprego” _risos_imagine ele ouvindo uma atrás da outra, que vergonha). Mas também, nunca mais nos falamos. Na verdade, eu já nem me lembro direito como é a sua voz. Parando pra pensar mesmo, eu só conheço a sua voz, mesmo, pelas mensagens que Ele deixou. Mas tudo bem. Tudo bem. Eu vou continuar ligando. Quem sabe um dia Ele me atenda.

“Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”. Pare de deixar mensagens pra Deus (orações vazias). Não se satisfaça com o que foi gravado na secretária eletrônica (Bíblia). Esteja disposto a esperar na linha até que Ele atenda e você possa ouví-lo (espere em oração… se cale para ouvir a Deus… dê tempo a isso…) e dialogar (os dois falando) com Ele diretamente. Ele está lá 24h por dia. E cuidado para não ligar para o endereço errado. Consulte a lista telefônica ou pergunte ao telefonista (Jesus), do contrário, cedo ou tarde você pode ser surpreendido pela elegante mensagem dizendo: “este telefone não existe”. Nunca existiu. Daí o silêncio do outro lado da linha.