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Esperança

junho 22, 2014

Crentes narcisistas, carentes de atenção, crentes violentos, crentes maledicentes, crentes desonestos, crentes frios, legalistas, crentes místicos e supersticiosos, fanáticos barulhentos, crentes acomodados e infrutíferos, crentes mentirosos, crentes problemáticos e imaturos, crentes falastrões e falsos, crentes vaidosos e impacientes, crentes de rótulo, crentes consumistas, insatisfeitos, crentes sem paz, intolerantes, crentes estagnados, vencidos, crentes preguiçosos, sem memória, sem prazos, crentes velhacos, perigosos, crentes apegados ao dinheiro, injustos, crentes que fazem em 24 horas mais mal que bem.

Acusação? Não. Esperança. De que os crentes busquem a Deus. E que ao o encontrarem, sua Transformação seja seu Testemunho.

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”.

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O Pecado da Ignorância

novembro 17, 2011

Não é novidade que o cristianismo, a “igreja institucional”, tem uma história controversa e paradoxal. Maior parte do estrago foi resultado desse sentimento de “nós temos a Lei de Deus” para os homens. Em nome desta linha de pensamento, muita gente viu o fogo e a fúria, o sangue e o açoite, até mesmo o próprio Cristo (quando se pensa no Judaísmo como antecessor imediato do Cristianismo). O que se vê hoje não está muito distante do que já houve à epoca da igreja medieval. O pretenso cristianismo, de pretensos “pais da fé”, já produziu resultados igualmente nefastos. Da fogueira ao linxamento social, só muda o método. E não negaremos, em momento algum, que somos herdeiros deste passado histórico, ou estariamos cinicamente, tolamente, nos desviando da questão central que determina o poder para o bem ou para a desgraça da religião: o poder do conhecimento. Podemos pecar. Só não podemos ignorar nossa condição de pecadores. Não podemos ignorar a existência e a prevalência dos valores sobre as intenções. “Ainda que desse o meu corpo para ser queimado e não tivesse amor, nada seria”. Citações como estas, se esquecidas, determinam o obscurecimento do potencial salvador que há no Evangelho. Sobretudo, não podemos ignorar a obra orquestral que se deu através da vida de Jesus, de seu exemplo e direcionamento, que nos tira da ignorância humana. Longe da igreja institucional, que por si só não apresenta qualquer novidade, o Cristianismo em Jesus assume o “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. A novidade que transcende a vida, que propõe a eternidade, uma mensagem baseada em valores cultivados com consciência e amor sacrificial, a ponto de anular totalmente a vingança, a brutalidade, o ressentimento. O que se vê no cristianismo de hoje é a crise de identidade, a pane estrutural, o câncer principiológico desta religião que perdeu o “sentido”, tornou-se ignorante de sua missão, de seus resultados, de seus porquês e pra quês. E pior, ignora sua ignorância, veementemente divulgando a “vontade de Deus”, os “planos de Deus”, as “promessas de Deus”. Os fiéis, desse modo, aplicam sua fidelidade sem questionar. Os pastores, pastoreiam um rebanho de um Deus anônimo, ou generalizado, ou no pior dos casos, egocêntrico.

Como se não bastasse isso, a ignorância ainda impõe um castigo maior: a simploriedade. Omne ignotum pro magnifico est. Qualquer latim nos ilude, qualquer evento místico, qualquer evento “além de explicação”, e acreditamos que Deus deve prezar pela ignorância, pela credulidade cega, sem saber que Jesus instruiu e promoveu a sabedoria, em atos e palavras, além de ter alertado contra os profetas, adivinhadores, operadores de milagres, etc. A ignorância nos prega peças, nos faz acreditar que o que não entendo DEVE ser verdade. Se não sabemos que Deus é este, então qualquer um há de servir. Se não sabemos o que esperar, então o que vier será inesperado e maravilhoso aos nossos olhos. A ignorância nos tira da condição de “ovelhas em verdes pastos” e nos faz ovelhas caminhando distraidamente para o matadouro. Engraçado fazer este tipo de referência a ovelhas, quando o próprio Jesus disse (veja Evangelhos) que “minhas ovelhas conhecem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem”. Não somos ovelhas estúpidas. Não somos uma manada desorientada.

Claro que ainda estamos resolvendo nossas crises, buscando praticar nosso discurso, aprimorar nossa parcela de contribuição no mundo, esta busca para nós é “louvor a Deus”. Podemos até não saber todas as respostas. O que não podemos é ignorar o tamanho da nossa ignorância. Numa atitude de humildade, devemos prequestionar nossas certezas diante deste mundo caótico e despreocupado com qualquer verdade que exceda o agora.

“Por causa disto me ponho de joelhos perante nosso Deus, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, conceda a vocês que sejam confirmados com poder pelo seu Espírito no homem interior, para que Cristo habite pela fé em suas mentes, a fim de, estando arraigados e fundamentados em amor, possam perfeitamente compreender, todos juntos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejam cheios de toda a plenitude de Deus”.
(ver Bíblia, Efésios 3)

A verdadeira resposta ao mundo será dada pela boca do cristão que sabe que precisa da mente de Deus para responder ao significado da vida. E esta mente para nós não é patente, mas sim mistério, a ser revelado diariamente, numa vivência intensa e significativa de descobrimento.

De si, de Deus, do outro  e do mais.

Lições #Confessar

novembro 15, 2011

“Aquele que diz não ter pecado é mentiroso… Porque o amor encobre uma multidão de erros… confessem seus sentimentos e vivências uns aos outros… aconselhem-se mutuamente…”

Me lembro daquela conhecida figura da história do cristianismo do século XVI no Brasil, os Santos de Pau Oco. As imagens de santos eram usadas para transportar ouro contrabandeado. Engraçado como apesar de os fatos serem outros, o mundo é o mesmo. O homem tem a tendência de usar a imagem exterior de bondade, virtude, para encobrir erros. É o mito do Éden, quando homem e mulher usam vestes para encobrir a vergonha.

O silêncio dos nossos defeitos oprime e constrange nossos “irmãos”, impondo um intransponível obstáculo ao “dividir”, ao ouvir o outro. Ninguém quer expor suas falhas, compará-las, consolá-las mutuamente. Queremos, isso sim, manter o “perfil” (muito usado na internet) onde só constam qualidades e atributos. Assim nasce a hipocrisia no seio da religião, quando as normas do “certo-errado” sobrepõem-se à sinceridade.

Encerro com Sun Tzu, em A Arte da Guerra:

“Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perigo de derrota;para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas”

7 de Julho

julho 8, 2010

Olá, pessoal que lê aqui, já estamos em julho e gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos de hoje. Realmente, Deus pode fazer coisas incríveis na nossa mente, não é ? E quem disse que o budismo está errado com todas aquelas horas de meditação (tudo bem, a gente faz um pouquinho diferente, a gente não esvazia, enche a mente, mas o conceito é o mesmo _risos) ? A Bíblia recomenda veementemente para uma vida saudável longas horas de meditação e reflexão, v. Salmo 1. Vamos a ela então?_risos

A reflexão do dia começa no suposto amor à Deus e termina na pergunta “Quem é esse?”. É ótimo que Deus tenha respondido que seu nome é “Eu sou o que sou”, porque isso alarga exponencialmente a perspectiva. Significa que Deus não pode ser enquadrado num conceito formal. Porém, a Bíblia, o livro clássico cristão (porque existem outros, acreditem, que devem ser considerados…), diz diretamente que “Deus é amor” e que “aquele que não ama não conhece a Deus”. Isso me pegou desprevenido hoje. Me tomou de surpresa imerso em crises pessoais, crises familiares, preconceitos, certa apatia quanto à condição de quem está passando frio ou fome agora enquanto escrevo. É. Somos muito ávidos em dizer a teoria e contradizer com a prática. O que eu notei é o seguinte: o amor a Deus, até mesmo o fato de conhecê-lo ou não (que nós “da religião”, tanto nos orgulhamos) está “condicionado a”. Sim. Amar. “Aquele que diz ‘eu amo a Deus’ e odeia seu irmão é mentiroso”, diz a mesma Bíblia. Como alguém poderia entender o que é amor começando do mais difícil objeto de amor sincero que existe, Deus, que é invisível ? Não. Nós começamos o amor e o conhecer a Deus em nós mesmos, amando nossa alma, nossa vida, tendo o cuidado de preservá-la, conservá-la, alimentá-la, e então o conceito de “pecado” (esse tremendo tabu) se torna de uma simplicidade estonteante: tudo que te faz mal, assim como a recomendação para evitá-lo. E o amor continua em nós, e transborda para os outros (por isso “amar o próximo como a si mesmo”). Logo se vê que se você não ama os que estão ao seu redor, mesmo que sejam problemáticos, caóticos, egoístas, miseráveis, se você não consegue nutrir nenhuma simpatia, misericórdia, otimismo, se você se tornou insensível ao “outro”, possivelmente, você está tremendamente distante de entender quem é ou o que quer esse Deus que dizemos servir e amar. Amar ao outro é uma forma de lembrá-lo de que existe um amor ainda maior esperando quando o tempo chegar. Amar a si mesmo é entender-se, render-se aos limitados dias de vida, à limitada condição de saúde, à limitada capacidade de acertar e à irritante insistência em errar. Assumir esses “pecados” e encontrar a graça (que se explica por ela mesma, paz de graça, amor de graça, perdão de graça, alegria de graça, graça de graça). Eu quero muito conhecê-lo. Eu quero estar conectado 24h com o que está acontecendo nesse outro nível, misterioso, mas eventualmente tão real como um beliscão, que é o “espiritual”. E Deus está nisso tudo. Amando a quem está à minha volta eu começo a ver, ouvir, sentir a Deus. Se os pais amassem os filhos, e os filhos aos pais; se os casais se amassem, assim, por puro carinho e entrega; se os ricos amassem aos pobres; se os justos amassem quem está longe da lei; se eu amar, simplesmente como ele me amou, então, um dia, a hora vai chegar, quando eu puder finalmente encontrá-lo. Pessoalmente. Depois de ter amado o mundo inteiro, imediatamente vou reconhecê-lo. Porque ele terá (como pai e filho) o meu sorriso, os meus olhos, a minha maneira suave de falar.

Quem é Deus? O amor é um bom caminho para encontrar a resposta.

Abraço,

Thiago