Posts Tagged ‘hipocrisia’

Esperança

junho 22, 2014

Crentes narcisistas, carentes de atenção, crentes violentos, crentes maledicentes, crentes desonestos, crentes frios, legalistas, crentes místicos e supersticiosos, fanáticos barulhentos, crentes acomodados e infrutíferos, crentes mentirosos, crentes problemáticos e imaturos, crentes falastrões e falsos, crentes vaidosos e impacientes, crentes de rótulo, crentes consumistas, insatisfeitos, crentes sem paz, intolerantes, crentes estagnados, vencidos, crentes preguiçosos, sem memória, sem prazos, crentes velhacos, perigosos, crentes apegados ao dinheiro, injustos, crentes que fazem em 24 horas mais mal que bem.

Acusação? Não. Esperança. De que os crentes busquem a Deus. E que ao o encontrarem, sua Transformação seja seu Testemunho.

“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”.

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Palavra Viva

outubro 7, 2013

Sem dúvida, a verdade é o que é. A palavra dita, freqüentemente, se distancia da verdade, ainda que não tenha originalmente esta intenção, porque somos muitos limitados, simplistas e bons teorizadores. Algumas dificuldades, simplesmente, não podem ser antecipadas ou enunciadas.
Assim, o evangelho não pode se basear na palavra dita ou facilmente se perderá num mar de moralismo, teorização estéril, discurso sem consequente resposta existencial.
O evangelho, então, deve, literalmente, viver a verdade, e este compromisso nos impõe, necessariamente, algumas lições automáticas. A primeira diz sobre nossas limitações. Uma coisa é dizer que o evangelho cura a alma do homem. Outra é vivenciar esse tipo de experiência. A superação de traumas, a reabilitação de identidades corroídas pelo mal do mundo… Há poder em Cristo para isto… Em Cristo. E só quem puder vivenciar Cristo, de fato, Poderá experimentá-lo. Daí o distanciamento que vemos entre o que é dito e o que de fato temos vivido.
Outra lição, tão profunda quanto a primeira, diz respeito a Pessoa de Jesus e a verdadeira identidade cristã. Porque ser identificado como cristão deveria ser o resultado de uma profunda personificação moral, social e ideológica da figura dele e, consequentemente, do pai. O discurso, quando fora desta relação, revela uma das piores faces da hipocrisia ou da cegueira. Por isso o discurso, no cristianismo, deve ser último, como a assinatura de um documento, aposta após a certeza da veracidade de seu conteúdo.

Lições #Confessar

novembro 15, 2011

“Aquele que diz não ter pecado é mentiroso… Porque o amor encobre uma multidão de erros… confessem seus sentimentos e vivências uns aos outros… aconselhem-se mutuamente…”

Me lembro daquela conhecida figura da história do cristianismo do século XVI no Brasil, os Santos de Pau Oco. As imagens de santos eram usadas para transportar ouro contrabandeado. Engraçado como apesar de os fatos serem outros, o mundo é o mesmo. O homem tem a tendência de usar a imagem exterior de bondade, virtude, para encobrir erros. É o mito do Éden, quando homem e mulher usam vestes para encobrir a vergonha.

O silêncio dos nossos defeitos oprime e constrange nossos “irmãos”, impondo um intransponível obstáculo ao “dividir”, ao ouvir o outro. Ninguém quer expor suas falhas, compará-las, consolá-las mutuamente. Queremos, isso sim, manter o “perfil” (muito usado na internet) onde só constam qualidades e atributos. Assim nasce a hipocrisia no seio da religião, quando as normas do “certo-errado” sobrepõem-se à sinceridade.

Encerro com Sun Tzu, em A Arte da Guerra:

“Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perigo de derrota;para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais;aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas”