Posts Tagged ‘Fé’

Nenhum motivo para Ser Cristão

novembro 14, 2011

Eu sempre desconfiei, agora tenho certeza: Na verdade, não existe uma boa razão para ser cristão. Engraçado pensar assim. Engraçado e alarmante. E revelador também. Pense comigo: quem poderia explicar a alguém o cristianismo? Quem poderia demonstrar, com qualquer argumento, que é esta a melhor escolha? São tantas dissensões, tantas linhas de interpretação, tanto esforço para definir o que é e o que não é “cristão”, tantas recordações dolorosas de um passado doutrinariamente caótico, tantas experiências cotidianas de uma realidade vergonhosa e paradoxal, tantas justificativas de “certo e errado”, modos, usos, abreviações, estereótipos, que se torna cansativo e insustentável manter uma tese que seja a favor do cristianismo. A prova disso é que depois de tantas boas pregações, o mundo é o mesmo. E todas aquelas conversões simbólicas? E todos os cristãos nominais? E toda essa Fé midiática que soluciona todos os problemas, e nenhum? Quem explica isso? De fato, não existe uma boa razão que tenha o poder de te fazer parte de algo que transcenda isso, que se supere.

Ficam as lições de que o Cristianismo Autêntico é vivenciado individualmente e que só nos sobra Ser o exemplo. A opção por profundidade e seriedade para com esta filosofia de Ser é absolutamente pessoal. No silêncio dos bons motivos e da comprovada inabilidade das definições de “certo-errado” permanece como regra universal: viver. Viver como a bíblia orienta no que diz respeito ao “temor do Senhor”: Afastar-se do mal, apegar-se ao bem. Assim, não há necessidade de longas explicações, que convencem momentaneamente, até que outra explicação convença melhor. Assim, sem tocar a liberdade de alguém, eu representarei simplesmente, justamente, a opção. E optar pelo cristianismo não será determinado por motivos, mas por uma pessoal, íntima, lúcida, espontânea e duradoura… Escolha.

Encerro com uma enigmática máxima cristã:

“Alguém me buscará e me encontrará quando me buscar de todo o coração”.

A Fé de um Homem.

junho 20, 2011

A Crença de um homem pode levá-lo a muitos lugares. Sim, Crer por si só não é suficiente, nem garantia de que alguém atinja a Deus. É preciso crer, sim, mas não crer em um objeto obscuro ou indeterminado, que não se dê a conhecer, que não responda (ou precise de interlocutores), que não apresente um “sentido de significado”. Isto é credulidade. A credulidade é a Fé esvaziada de Sentido. A Fé pressupõe uma intensidade positiva inerente, como uma virtude que se comunica com um “transcendente bem”. Engraçado o que dizem a respeito da Fé, injustamente. A Fé nunca promoveu um desvalor. Já a credulidade: motivou inúmeros morticínios, incentivou mutilações, deliberou tragédias. A Fé, ao contrário do que se diz (de que é um terreno infértil de idéias, “quem muito crê pouco pensa”), é o único ponto de encontro possível entre a razão e Deus. Por isso que quem crê, por mais que o diga, não irá conseguir explicá-lo. Testemunhá-lo sim, ou seja, narrar suas impressões, tentando promover interesse experimental, mas explicá-lo, definí-lo, nomeá-lo jamais. A Fé, então, se torna uma virtude exclusiva daqueles que, depois de muito refletir, passem a crer que algo assim é possível, que tamanho bem, gratuita e naturalmente, possa fazer parte do real, a tal ponto que represente o significado da vida aqui, desta pequena vida que temos.  O que pode ser mais forte que o ódio senão a compaixão? O que pode ser mais forte que o determinismo caótico senão a Salvação? O que pode ser mais forte que a morte senão a vida? A Fé se revela na certeza do que chamados de amor, do que chamamos de Deus, do que chamamos de eternidade. E as consequências desta Fé em forma de convicção, sim, podem de fato transformar a existência a partir da “simples certeza”. Por isso mesmo a Fé sempre parecerá, aos olhos do racionalismo, a alternativa mais improvável. Mas aos olhos da razão que crê, a Fé será, como sempre foi, a única alternativa possível. A Crença de um homem pode levá-lo a muitos lugares. A Fé de um Homem dará a ele a visão de que, esteja onde estiver, ele jamais estará perdido.

“E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele”.

Nomes Antigos

março 11, 2011

Havia um mestre, um verbo e um nome. E nunca mais houve.

O que eu sentia no íntimo como uma certeza crescente em “perceber que Nele há uma eternidade que me abraça e não me deixará depois do fim”, conheci por Fé, nome antigo. Ela ainda vive, mas roubaram-lhe o nome. Agora chamam Fé suas expectativas daqui e de agora.

Então apresentaram-me o Amor, nome antigo, que expressava o “desejo ardente de dedicar, de si, um bem a outro”. Ele ainda existe, mas roubaram-lhe o nome.  Agora chamam por Amor simplesmente “sorrir e dizer”, ingenuamente, insubsistentemente, indiferentes à vida, à dor, à doação de si.

Conheci um nome antigo chamado Louvor, que nascia de cada um como “uma canção livre e incontível de gratidão a Deus, trilha sonora da vida”. Ele ainda existe, mas roubaram-lhe o nome. Agora chamam Louvor à música. Mas não toda música. Aquela música. Interpretada. Tanto por quem toca quanto por quem ouve.

Conheci o nome antigo para as “pessoas que creram no Filho, como meio não só de ida, mas de vida, ao Pai”, os Crentes, às quais um dia me uni. Ainda existimos, mas roubaram-nos o nome. Agora Crentes são os que crêem, independemente do “em quê”, que não se pergunta, logo não se responde.

Por muito tempo estive confuso, nostálgico. Ouvia os nomes antigos, nossos nomes, sendo usados e tinha esperanças de rever seu valor, encontrá-los nalguma rua, em alguém.  Não houve um nome sequer intocado. Nem mesmo o Seu: Jesus. Muitos levam seu nome sem sequer terem-no conhecido. E “em seu nome”, fazem tanto, fazem tão pouco. Isto me força ao silêncio, um silêncio de alma, profundo. E a esperar ansiosamente pela Verdade que está em conhecê-lo. Não pelo ouvido.

Ao que vencer darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.  O que vencer, de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. A quem vencer, escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome.
(v. Bíblia, s. Apocalipse, cap. 2).

Lei da Esperança.

janeiro 26, 2011

O sentimento geral é de descrédito. Não que a maldade esteja generalizada na sociedade, mas porque no fundo as pessoas carecem de um ânimo firme, que se mantenha inabalado em seus referenciais quando sob pressão. Em um mundo esvaziado da verdade da Fé, elas são voláteis, frágeis e pessimistas. Mas quando, finalmente, você é bem sucedido, elas te parabenizam. E sinceramente. Por mais que pareça um comportamento ambíguo, não é assim.

Quando você é bem sucedido em algo que as pessoas não acreditavam que fosse possível, você se torna para elas esperança. Ressurge a chama do “ainda é possível”, do “Deus existe”. Elas passam a crer.

Para com as pessoas que amamos, contudo, acontece de modo diferente. Porque elas crêem desde o início? Porque incentivam sempre e, mesmo que você falhe mil vezes, ainda será digno de seu apoio e  conforto? Este é um dos atributos do amor: a esperança. Quem ama, crê. E por isso que amar a Deus é também uma forma de esperança que nos salva das perspectivas limitadas deste mundo e nos faz ver a existência com otimismo. Esperança do que está por vir e do que pode ser feito. E da mesma forma Deus nos sustenta. Não por erros ou acertos, mas pela sua misericórdia, que nada mais é do que uma PERMANENTE NOVA CHANCE, baseada na esperança que Deus sempre depositará no que há de melhor em nós . Para Deus não há casos perdidos.  Sua palavra diz que “o mundo aguarda a tão esperada manifestação da virtude dos filhos de Deus”. Ele nos ama. E o amor tem dessas coisas.

Existem metas realmente difíceis de alcançar: “Sejam perfeitos”, “não devolvam o mal com o mal, antes dêem a outra face”, “amem seus inimigos”, “dêem sua vida pelos seus amigos”. Vencendo naquilo que outros dizem impossível, provamos nossas convicções e nos tornamos veículos de esperança (uma espécie de Fé ambulante) para os que ainda estão em dúvida sobre a existência de Deus e suas reais intenções para conosco.

Esta é a verdade sobre Deus e sua lei da vida: Ele tudo crê, tudo suporta e a todos nós espera.

Solte a Maldita Corda !

outubro 20, 2010

Foi por Fé que você decidiu saltar de Pára-Quedas. Não por suposição! A aeronave em pane já seria um incentivo suficiente, não é? Afinal, quem desejaria cumprir esse percurso mortal até o fim? O Problema foi quando você resolveu ouvir as vozes em sua mente, minutos antes de pular. Raciocínios de puro ceticismo inútil como “será que é 100% seguro?”, “Onde está o chão, eu não o vejo. Será que dá?”, e as terríveis estatísticas desencorajadoras iguais a “mais de 1,6 % dos pára-quedas de emergência falham”, “0,5% das pessoas saudáveis não tem um coração forte o suficiente para  emoções intensas” e por aí vai. Resultado: Você salta, mas por incredulidade instintiva traz consigo uma estúpida corda de “escape”. Maldita corda! Obviamente não há como voltar atrás, você já está no caminho da segurança. Se você continuar a segurá-la, uma hora ela vai chegar ao limite e o ricochete vai ser miserável, vai te partir em dois. A corda de escape ao invés de livrar, trai. Mas aquelas vozes na sua mente não se calam, te levam ao pânico total e você, cego, agarra-se à corda com todas as suas forças.

 

Quando você salta por Fé descobre logo depois dos primeiros minutos que, apesar da velocidade, da altura, da tensão, a queda é maravilhosa. E se vê nos ares, contrariando as possibilidades, tendo possibilidade de aproveitar da imensidão do céu, tendo a certeza da terra firme lá embaixo, mas sequer apreensivo por ela. Por Fé, você se descobre um Sky-diving. E descobre que desde a decisão de saltar daquela aeronave falida, você, enfim, encontrou o que é viver intensamente.

Jesus disse: “Quem quer achar Vida de Verdade,

tem que Estar disposto a Perdê-la”.  Radical !

Minha História Está Escrita !

junho 1, 2010

Olá amigos(as) do Blog,

Queria dividir com vocês alguma coisa que me veio sobre a nossa relação com a Bíblia. Nós usualmente dizemos que a Bíblia é a Palavra de Deus. Certo. Do ponto de vista prático (porque se a sua Fé não é prática ela está morta, v. o livro de Tiago em “porque a Fé sem obras é morta” e tantos outros trechos) a Bíblia é um conjunto de textos que trazem revelações pessoais de Deus à humanidade, que aconteceram (na história), acontecem (na transformação que ela opera) e acontecerão (daí as profecias). E como ter segurança destas evidências que tornam a Fé na Bíblia e em Deus tão real, tão palpável a quem crê? A segurança está em conhecer o modo de Deus de revelar-se. O livro de Gênesis menciona que “Deus disse: Haja Luz. E houve Luz”. Assim, só temos uma relação profunda de experiência com Deus diante da Bíblia se obtemos a essência das revelações de Deus: Deus diz, Deus faz. Se o que você lê na bíblia não se expressa na sua história, não transforma o mundo a sua volta (como a vida de Jesus, que está escrita ali, transformou o mundo a ponto de até contarmos o tempo baseado em sua Vida_que glória), sua relação com este livro é meramente religiosa, infelizmente, e você ainda não conhece a Palavra de Deus, mas apenas o texto. A própria Bíblia menciona que “a letra, em si, é morta”. Que fascinante. Deus, em aliança com pessoas, na Bíblia, narrou histórias que vieram a ser e transformam o mundo. Mas Deus não parou de revelar-se, nem de escrever através de pessoas. Através da Bíblia, temos a possibilidade de sermos inseridos na essência da experiência com Deus e assim nos tornar parte desta história que começa em Gênesis, mas não termina em Apocalipse, e será contada por muito tempo, na realidade de muitos, até que o mundo mude. Quando leio a Bíblia, consigo rever minha vida dentro daqueles versos. Versos que guiaram meus sucessos, que curaram meus fracassos, realizando na prática de vida a vontade de Deus pra mim. Esta é a Bíblia. E eu sou mais um livro desta grandiosa obra literária.

(Agora todo mundo já sabe que a Bíblia tem pelo menos dois livros de “Tiago”  _risos_ um sem “h”, que é o original, e outro “Thiago”, que sou eu _mais risos).

Espero que esta também seja a sua relação com este livro poderoso. E Deus disse: “Haja Luz”. E Há.

Abraço apertado,

Thiago