Posts Tagged ‘Deus’

Oração dos Fortes

fevereiro 1, 2011

Pai, se for possível, ao invés do Poder para destruir inimigos, me dê Misericórdia, apenas. Que o Poder e a operação da Justiça sejam apenas tuas. E se for possível, no lugar do Controle sobre os outros, me dê amigos. Para que minhas mãos nunca estejam desamparadas quando não puderem mais segurar as pontas.  Se for possível, Pai, livra-me do peso da Força. Para que eu seja sempre leve e nunca um fardo que oprima a alguém. Se for possível, Pai, não permita que me alcancem os embates. Mas se houver embate, que seja eu o vencido. Não cultivarei minhas guerras. Ajuda-me a “Descansar Em Paz”.

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Lei da Esperança.

janeiro 26, 2011

O sentimento geral é de descrédito. Não que a maldade esteja generalizada na sociedade, mas porque no fundo as pessoas carecem de um ânimo firme, que se mantenha inabalado em seus referenciais quando sob pressão. Em um mundo esvaziado da verdade da Fé, elas são voláteis, frágeis e pessimistas. Mas quando, finalmente, você é bem sucedido, elas te parabenizam. E sinceramente. Por mais que pareça um comportamento ambíguo, não é assim.

Quando você é bem sucedido em algo que as pessoas não acreditavam que fosse possível, você se torna para elas esperança. Ressurge a chama do “ainda é possível”, do “Deus existe”. Elas passam a crer.

Para com as pessoas que amamos, contudo, acontece de modo diferente. Porque elas crêem desde o início? Porque incentivam sempre e, mesmo que você falhe mil vezes, ainda será digno de seu apoio e  conforto? Este é um dos atributos do amor: a esperança. Quem ama, crê. E por isso que amar a Deus é também uma forma de esperança que nos salva das perspectivas limitadas deste mundo e nos faz ver a existência com otimismo. Esperança do que está por vir e do que pode ser feito. E da mesma forma Deus nos sustenta. Não por erros ou acertos, mas pela sua misericórdia, que nada mais é do que uma PERMANENTE NOVA CHANCE, baseada na esperança que Deus sempre depositará no que há de melhor em nós . Para Deus não há casos perdidos.  Sua palavra diz que “o mundo aguarda a tão esperada manifestação da virtude dos filhos de Deus”. Ele nos ama. E o amor tem dessas coisas.

Existem metas realmente difíceis de alcançar: “Sejam perfeitos”, “não devolvam o mal com o mal, antes dêem a outra face”, “amem seus inimigos”, “dêem sua vida pelos seus amigos”. Vencendo naquilo que outros dizem impossível, provamos nossas convicções e nos tornamos veículos de esperança (uma espécie de Fé ambulante) para os que ainda estão em dúvida sobre a existência de Deus e suas reais intenções para conosco.

Esta é a verdade sobre Deus e sua lei da vida: Ele tudo crê, tudo suporta e a todos nós espera.

01 de Novembro

novembro 2, 2010

Olá, pessoal do Blog,

resolvi postar hoje parte de um estudo que estou preparando aqui. Espero que a leitura seja chocante na medida certa e, sobretudo, que te leve a reflexões e a conclusões práticas relevantes sobre Jesus e esse negócio maravilhoso e complexo que é viver como Ele.

Abração,

Thiago

 

Eu desafio você

 

A pensar (comigo e consigo), reconhecer (verdades e mentiras a seu respeito) e reagir (violentamente).

A relevar as diferenças entre pessoas, ser maduro e passar 1 ano inteiro sem brigar, ainda que em momentos de tensão. A nunca devolver um palavrão, a sempre se calar quando a palavra não for boa para edificação. Ou seja, se for pra amaldiçoar, fique quieto. O diabo não tem boca própria neste mundo. Não permita que ele use a sua.

Eu te desafio a EXECUTAR PRIMEIRO as coisas que você acredita, com sucesso, por um bom tempo, para depois abrir a boca para ensinar, ministrar, cantar, cobrar dos outros…

Eu desafio você a ter uma família equilibrada e a manter a calma com quem te conhece e te provoca. Eu desafio você a superar a falta de pai e de mãe, as brigas de pai e mãe, os erros de pai e mãe, porque Pai maior é Deus e o único que pode te ensinar a amar de verdade, porque ele quem inventou o amor e, talvez, seus pais nem o conheçam. Talvez você seja o único que possa apresentá-lo a eles.

Eu desafio você a amar mais os mendigos, os meninos de rua, e a entender melhor sua insistência, sua inconveniência, quando pedem, porque a fome não espera, muito menos o vício, a dependência química, o desespero que é a pobreza (material e espiritual). Eu desafio você a fazer qualquer obra social que seja FORA DA IGREJA, porque igreja não é ONG, nem uma “associação divina do desencargo de consciência”: “Eu dou meus dízimos e missão cumprida”. “Eu participo do evangelismo e missão cumprida”. “Eu freqüento os cultos, missão cumprida”…

Eu desafio você a orar de olhos abertos, a profetizar e ver cumpridas suas profecias pelo menos 3 vezes consecutivas. A deixar o pensamento positivo, a se rebelar contra a ansiedade das coisas não resolvidas. A deixar de imaginar Deus no céu e Jesus pregado na cruz, porque eles já mudaram de endereço e agora querem uma CONSCIÊNCIA pra habitar, entendeu? Seu coração, seu Eu, suas emoções, suas idéias, suas palavras, sua vida é o novo endereço de Deus.

Eu desafio você a ser santo, a deixar de se fazer de vítima, dizendo que “Deus” te fez de carne e a carne é fraca, porque mais fragilizado e massacrado que você foi Jesus, que nesta mesma carne fraca e cheia de tentações deu um tapa na cara da morte e partiu no fim dizendo “Eu venci o mundo”.

Eu desafio você a mudar a vida de alguém. Mostrar Deus a alguém de uma forma tão evidente que não sejam necessárias discussões sobre religião. Simplesmente contagiar alguém com seu estilo de vida. Fazer UM discípulo SEQUER (lembre-se que a bíblia usa o termo “ide e fazei discípulos”, no plural), ou seja, alguém que decida viver como você vive, por reconhecer que é um jeito melhor de viver.

Eu desafio você a amar, amar, amar, cultivar amizades verdadeiras, pra ver se esta organização que chamamos de “corpo de Cristo” tem alguma esperança, no meio de tanta podridão, falso amor, sorrisos artificiais, moralismo barato, muito discurso e pouca prática, famílias esburacadas, casamentos na carne viva, jovens depressivos, solitários, viciados, escapistas, gente se fechando pra relacionamentos e se escondendo, outros pulando de galho e galho em busca de um amor duradouro, outros que simplesmente não se LEMBRAM, não conseguem LEMBRAR que a bíblia diz que NÃO HÁ MÉRITO EM AMAR QUEM SE GOSTA! AME OS SEUS INIMIGOS!

Eu desafio você a se enxergar! Se enxergue! Veja que você ainda tem a boca suja, a mente podre, ódio enraizado na alma, viciado por lixo, deficiente nos valores sobre namoro, família, dinheiro, honestidade, responsabilidade, trabalho… Eu desafio você a ser o primeiro político honesto, o primeiro estudante que não pesca, o primeiro homem que não olha pra a mulher sensual que passa, a primeira mulher que domou a TPM,o primeiro pobre completamente feliz, o primeiro rico que vendeu tudo e dividiu com os pobres, tudo isso por amor a Deus.

Eu desafio você a ser melhor um dia depois do outro. A terminar cada ano com sobra de resultados positivos. A demonstrar que sabe a bíblia não diante da platéia, com microfone na mão ou dançando pra lá e pra cá, cheio de caras e bocas, mas SENDO, DE VERDADE, BOM EM TUDO, porque isso é abençoar. Ser bom pros outros. Você é o aparelho, a bíblia é o manual. Entre saber o que o manual diz e saber USAR o aparelho bem há uma enorme distância.

Eu desafio você a confiar menos na sua oração e na oração dos outros por você e mais em Deus. Eu desafio você a pedir mais para os outros do que para si mesmo. A perder o sono com uma causa que não seja sua, que não envolva o que comer, o que vestir, onde morar, alguém pra amar, alguém que você odeia… A entender que a Fé é crer nas coisas que não se vêem mas se esperam na outra vida, e não materializar essas coisas em bens, trabalho, relacionamentos que você ainda não possui.

Eu desafio você a se tornar uma pessoa que sempre é recebida, em qualquer lugar aonde vá, com sorrisos e comemoração. Uma pessoa amada e amável, que é Luz onde passa, que é convidada sempre e nunca força entrada, que se é melhor em alguma coisa, é em saber que “todos erraram e estão distantes de Deus” e que tem que trabalhar dia e noite para corrigir isso.

Eu desafio você a ter um namoro pra valer, onde Deus seja não aquele que diz “não pode fazer isso”, “não faça aquilo”, mas sim um objeto de afeição em comum tão grande pros dois que aprendam juntos a agradá-lo, e jamais ignorá-lo.

Eu desafio você a se lembrar pra sempre de pelo menos 3 dessas coisas ditas, e a se tornar um exímio praticante de pelo menos uma; desafio você a começar a viver 10% das pregações que você ouve, 5% dos e-mails religiosos e vídeos que lê e vê, 1% da bíblia que você conhece (ou sua fé é tão morta que você nem ouve mais o espírito gemer?).

Eu desafio você a entender que o amor de Deus, na pessoa de Jesus, nunca quis que você seguisse uma religião especifica. Deus só queria que você fosse uma pessoa melhor. Que amasse. Olhe ao redor: O amor está morto. Eu te desafio a, como Jesus com poder imenso fez a Lázaro, mandar rolar a pedra do impossível e fazer o amor reviver.

O mal que há no mundo pode te desafiar dia e noite, questionar sua fé, abalar suas certezas, mas é DEUS QUEM TEM O MAIOR DESAFIO a ser aceito por mim e por você, um desafio que provavelmente vai tomar sua vida toda, suas energias, vai te deixar esgotado, muitas vezes cansado, perdido, em crise… mas que vai te dar a maior recompensa de todas: Vida Boa, Vida Eterna!

Água da Alma

outubro 14, 2010

Um dos textos de Davi começa assim: “Minha alma tem sede… quando irei e me verei diante de Deus, do Deus verdadeiro?”. Exclamação de Alma. Sei, embora busque negar, que é o que nos falta: Deus. Sei que todas as nossas tristezas são fruto de uma existência incompetente sem Deus. Porque nós e Ele somos realidade indivisível. “Quando irei e me verei” finalmente perante o irrenunciável Pai? Porque somos, independente da nossa vontade, Pai e Filho. Os amores da vida não são suficientes, assim como as aventuras, as tragédias, nada basta. Existo, estou Exausto. Nesta vida, sedento no amor, no labor, na guerra… há muito em mim a ser saciado.

 

“Minha alma tem sede”… minha Alma quer Algo. Água? Abba! *

 

“Abba” em aramaico significa “Pai”.

Ressurreição

agosto 29, 2010

“O fim do pecado é a morte”…”Todos pecaram e não tem mais a glória de Deus”… “Ele levou sobre si”… “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho…”

Ah! Tomar consciência de minhas falhas,
dos erros cometidos reiteradamente,
da profundidade em que as raízes do pecado se agarram às profundezas da alma,
do comodismo, da indiferença,
dos pedidos de perdão sucessivos e insuficientes,
do falso arrependimento,
dos compromissos não cumpridos,
de Jesus torturado injustamente,
ver tudo isso claramente e entender que

pela

Graça

sou

salvo.

Não, não é motivo de lágrimas, nem tristeza.
Não.
Deixei de ser orgulhoso.
De me desesperar com minhas falhas,
de me sentir derrotado ao ver no espelho a face podre dos desejos,
da hipocrisia que nos faz bons de discurso, ruins de prática,
da falsidade que nos faz fingir ver a Deus quando Ele não está Lá, ouví-lo quando Ele nada disse…

Hoje, quando penso no sacrifício de Jesus, naquele santo sacrifício, difícil, doloroso, mas profundamente voluntário e consciente, elaborado em amor e sabedoria, quando me lembro da sua morte, das suas lágrimas, da sua disposição em fazer isso mesmo sabendo que ia receber tão pouco de mim em troca, ou quase nada…

… sinto Paz.

Ouça:

pela

Graça

somos

salvos.

Não Há mais o que Fazer, só aceita-lo. Esta é a nossa ressurreição.

“O fim do pecado é a morte”…”Todos pecaram e não tem mais a glória de Deus”… “Ele levou sobre si”… “porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho…”

Ah! Tomar consciência de minhas falhas,

dos erros cometidos reiteradamente,

da profundidade em que as raízes do pecado se agarram às profundezas da alma,

do comodismo, da indiferença,

dos pedidos de perdão sucessivos e insuficientes,

do falso arrependimento,

dos compromissos não cumpridos,

de Jesus torturado injustamente,

ver tudo isso claramente e entender que

pela

Graça

sou

salvo…

Não, não é motivo de lágrimas, nem tristeza.

Não.

Deixei de ser orgulhoso.

De me desesperar com minhas falhas,

de me sentir derrotado ao ver no espelho a face podre dos desejos,

da hipocrisia que nos bons de discurso, ruins de prática,

da falsidade que nos faz fingir…

Hoje, quando penso no sacrifício de Jesus, naquele santo sacrifício, difícil, doloroso, mas profundamente voluntário e consciente, elaborado em amor e sabedoria, quando me lembro da sua morte, das suas lágrimas, da Graça…

… sinto Paz. Você não? Ouça:

pela

Graça

somos

salvos…

Não Há mais o que Fazer, só aceita-lo. Esta é a nossa ressurreição.

Jesus. Além da Religião.

agosto 4, 2010

Eu já pensei serem as religiões portas. Muitas portas que levariam ao mesmo Deus. Mas então me lembro de Jesus dizendo “Eu sou o caminho… ninguém vai ao pai senão por mim” (v.Bíblia, L. João, cap. 14).

A religião é a moldura do quadro ? Em que a moldura atrapalha ? A moldura não é uma obra prima, mas nós tendemos a considerá-la assim. Transformamos em Intocável o superficial, muitas vezes esquecendo o sentido da obra, resistindo quando ela precisa de uma nova moldura que a ampare, afinal, o mundo muda, as molduras mudam, só a verdadeira arte continua insubstituível.

Jesus está nas coisas simples, no amor entre pessoas iguais ou diferentes, nos gestos do espírito, na bondade não ensinada, como a bondade das crianças, não imposta (daí “necessário nascer de novo”, v. João 3;  e “Deixai vir a mim os pequeninos…porque deles é o reino de Deus”, v. Lucas 18).

Jesus está contido na religião ? Não. Se estiver, quando faltarem as velas, cessa a misericórdia que atende aos pedidos. E se não houverem escadas enormes, cessa a conquista do favor e da graça. E se não houver dinheiro para dízimo, cessa a prosperidade prometida.

A religião segue regras morais. A moral é o juízo de valor da conduta humana. E não preciso dizer que Jesus não está preso à ela, afinal, ele não era um homem comum, era um homem em contato direto com Deus. Isso é assustador. Jesus era assustador. Andava com a escória, era mais sábio que qualquer mestre e, como missão póstuma deixou-nos um desafiador “sejam santos porque eu sou santo” (v. Levítico 11).

Difícil?

“No mundo vocês terão dificuldades,

mas tenham ânimo, eu venci o mundo”.

(últimos conselhos de Jesus  antes de sua morte, v. João 16)

Humilhado. Exaltado!

agosto 3, 2010

Foi assim durante grande parte da minha infância. Volta e meia eu trazia da escola pra casa alguma “novidade”, resultado do que eu chamava de “grande negócio”: uma blusa de frio (que eu não tinha idéia do valor… não fui eu que paguei) por um brinquedo (na maioria das vezes, quebrado), um relógio por duas ou três revistas em quadrinhos, uma caixa de lápis de cor por praticamente qualquer coisa que me oferecessem. Eu me lembro muito bem da satisfação de trocar aquelas coisas (que eu não me interessava) por outras tão mais legais. Me lembro do sorriso de orelha a orelha e do aperto de mãos de “negócio fechado”. Mas não durava muito. Minha mãe sempre foi extremamente atenciosa com minhas coisas. Cuidadosa. E por mais que demorasse, por mais que eu tentasse adiar a ocasião, a pergunta sempre vinha: “Thiago, onde você conseguiu isto?” ou “De quem é esse brinquedo, onde está o seu?”. Era mortificante. Quase que imediatamente após eu tentar demonstrar, como um vendedor que tenta vender vantagens fáceis,  o sucesso da minha troca, do meu negócio, minha mãe secamente exigia: “Volte lá e desfaça o que você fez”. Ah, que sentença absurda, que inquietação. “Como assim, voltar atrás?”, “negócio é negócio”, “por favor, não…”, certamente eu teria preferido receber qualquer punição no lugar do humilhante “Vá lá e desfaça agora!”. Era como trair a palavra, era um tapa no meu pequeno orgulho. Mas minha mãe dizia que não era justo. Eu não entendia essa justiça, mas no fim ela sempre venceu e todas as coisas que eu troquei, negociei, vendi, foram recuperadas.

Justiça. Porque o caminho da justiça tinha que passar pelo vale da humilhação? “O que fulano iria pensar?”, era a minha crise. O pior era ter que ceder à autoridade que havia sobre mim, e que ainda podia até mesmo atingir minhas próprias coisas. Eu não era, então, tão dono de mim assim. “Isso não é justo”.

Justiça. Minha mãe estava me ensinando que, quando o assunto é palavra dada, precisamos ter cautela, sabedoria, prudência, respeito ao outro (porque as vezes, raras vezes, era eu quem levava vantagem ), bondade e simplicidade para voltar atrás. Ela estava me guiando, ainda que forçosamente, ao caminho do arrependimento no tempo devido (porque há coisas, sabemos, que simplesmente não voltam mais).

Justiça. Tantos episódios infantis de pequenas demonstrações de obediência e humildade, coragem para pedir desculpas e se retratar, me fizeram conhecer a justiça de Deus de uma maneira íntima e profunda,e a forma como ele cuida de mim, das “minhas coisas”. Arrependimento: humilhar-se, voltar atrás, deixar de fazer o que estava fazendo, retratar-se, ainda que pareça “negócio fechado”, ainda que pareça “O que fulano vai achar?”…

Justiça. “Felizes os humilhados, porque um dia…”, entendi. Exaltado!

Deus. Além da Religião.

agosto 2, 2010

Olá, pessoal do blog,

quero dividir com vocês um raciocínio sobre Deus e o paradigma religioso, não para ofender a religião (porque, sinceramente, não considero a religião como instituição uma causadora de problemas), mas para discernir o que é, de fato, Deus (relacionamento com ele, dedicação a ele, vida para ele) e o que é liturgia, rito, compromisso social apenas. Vamos a isso?

 

Os paradigmas de Deus são simples: amor prático ao próximo em ações que ajudem, edifiquem (traduzindo: construam algo de bom no outro), contribuam,façam a vida de alguém (ou a de todos à volta) melhor, em algum aspecto mais agradável, em relacionamentos relevantes e sempre bem intencionados; justiça para consigo mesmo e para com Deus, vivendo querendo o melhor da vida e afastando-se do que há de ruim, na sinceridade que afasta a hipocrisia, o orgulho, que nos faz enxergar nossas limitações, que nos dá a sensibilidade de perceber que, apesar de cometermos erros diferentes, todos erramos e todos somos carentes de Deus, que é nossa linha reta num mundo que anda em círculos; paz, interior e exterior, no controle do ânimo, do mau-humor, da vontade de devolver a ofensa, paz em casa, paz na criação dos filhos, na hora de tratar os erros, na hora de tomar decisões difíceis, na iminência da morte; e alegria, aquela festa diária de estar vivo e ter tantas possibilidades, a satisfação de estar vivo, ter amor, ter amigos, ter um motivo, relevância, a alegria infantil das pequenas coisas, das tardes ensolaradas, essas pequenas atividades prazerosas, as vitórias e os títulos, a mudança de vida, a felicidade almejada; , a firme convicção de que existe alguém, que pode não ser sensorialmente apreensível, mas ainda assim é real e consciente, olhando, zelando, guiando os passos da humanidade (principalmente daqueles que confiam em sua palavra), aguardando no outro extremo da história, para uma razão maior que simplesmente 100 anos de vida.

Os paradigmas religiosos, contudo, não são tão uniformes, mas invariavelmente teremos: liturgia, o passo a passo do funcionamento do seu comportamento religioso: levantar a mão? Não levantar? Falar alto ou baixo? Vestir roupas longas ou curtas? Reunir-se aos domingos ou todos os dias da semana? Dizimar quanto? Chamar Deus de quê? Chamar o amigo ao lado de quê? Ler algum livro? Fazer alguma prece? Decorar alguma coisa? Cantar que música? Ler que literatura?Frequentar que ambientes? Temer o quê? Fazer e não fazer o quê? E a Crença, a confiança depositada no conteúdo de algum enunciado ou indivíduo, na efetividade de alguma prática, na esperança de que determinados hábitos resultem em determinados resultados.

Permitam, contudo, que eu lance algumas perguntas inspiradoras:

Se eu vou a determinado culto, em determinado local, e sigo todos os protocolos formais (sento-me, ouço o sermão, canto determinado tipo de música, leio determinada literatura), durante um mês, mas no final deste prazo não acrescentei em nada, no meu dia-a-dia, dos paradigmas de Deus (não sou uma pessoa melhor, mais paciente, mais agradável no trabalho, mais tranquila com os problemas domésticos por confiar em Deus, mais serena de espírito, menos deprimida), em que grupo eu me enquadro: “Filho de Deus” ou “Simplesmente religioso”?

Se eu for impecável no cumprimento dos paradigmas da minha religião, sendo cuidadoso em observar suas normas,(ex. frequentar assiduamente as reuniões) em realizar todos os seus votos e obrigações (ex. dizimar, evangelizar), em manifestar abertamente minha posição diante da comunidade, em atrair novos adeptos, mas for ainda imaturo nos paradigmas de Jesus (ainda não sei amar nem demonstrar amor e respeito, não sou educado e sincero, ainda ando ansioso e estressado, ainda burlo regras morais e sociais básicas, minto muito, não trabalho direito, não pago a quem devo e minha família é um ambiente pouco comunicativo e negativo), posso ser chamado de Filho de Deus? Ou Tecnólogo da Religião?

Se eu praticar determinado conselho ou rito, seguindo suas determinações que prometem tornar-me mais próximo de Deus, se eu orientar minha vida ao redor de determinado grupo de ensinamentos doutrinários que prometem resultar em algum aprendizado e crescimento, e depois de um, dois, três anos de prática fiel, percebo que eles não produziram em mim o que deveriam produzir, ou que eu não evolui como indivíduo, nem me aproximei mais de Deus e de conhecer o segredo de viver de acordo com seus paradigmas (com fé, amor, paz, alegria e tantas outras “bênçãos” prometidas), posso concluir que minha religião pessoal é morta, e que minha prática religiosa em si é insuficiente para me tornar mais íntimo de Deus, mais parecido com ele?

Os paradigmas de Deus são claros e universais. O amor sempre será o amor, a fé será sempre fé, assim como a justiça será a justiça. Pratica-los é uma maneira universal de ir ao encontro de Deus. Já os paradigmas religiosos são incertos, variáveis de modalidade para modalidade religiosa, são um terreno fértil para controvérsias e árido para certezas.  Quem apóia sua busca por Deus em paradigmas religiosos vive uma vida infrutífera, padece no entendimento do mundo e acaba anulando a beleza de Deus, sua glória, seu propósito. Quem vive uma vida alicerçada na “rocha” que são os princípios que Jesus ensinou “com seu sangue”, com sua existência, viverá consciente e plenamente satisfeito, nunca deixando de aprender, com motivos de sobra para sorrir, amado e respeitado por todos, escrevendo uma história impecável, um caminho seguro e direto até a eternidade, onde Deus está. No fim das contas, Deus se mostra como o sol acima do nebuloso, incerto, ambiente religioso. Muitos só vêem Deus parcialmente, não podem contemplá-lo claramente, nem sua vontade, porque vivem dias tempestuosos, nublados, difíceis por conta da religião. Mas Deus, como o Sol, está além das nuvens. Acima, muito acima dali, e claro como o dia.

 

Grande abraço,

Thiago

 

Amazing Father

julho 26, 2010

Incrível! Sete bilhões de filhos. Sim, filhos mesmo. Ainda aqueles que estão distantes. O filho pródigo nunca deixou de ser filho aos olhos do Pai. Apenas estava perdido. O que nos leva de volta a, meu Deus, sete bilhões de filhos! Quando eu tiver meus filhos (por enquanto, sonhamos com dois), quero que eles tenham o melhor de mim. Que tenham certeza do meu abraço, que façam fila para ouvir meus conselhos, que sorriam, sorriam, que sejam amados e saibam amar, educados, generosos, fartos de espírito. E que vivam bem. Sorriam, sorriam. O seu sorriso será delicioso pra mim, já é, e olha que eu ainda nem os conheço pessoalmente. Mas no meu coração, eles já são um sonho bom.

Deus teve tantos sonhos quantos fomos, somos e seremos pela eternidade. “Antes de você nascer, Deus sonhou com a sua vida; ele mesmo lhe formou com um propósito e uma missão (v. Bíblia, Salmo 139.13-18)”. Ele teve um sonho pra mim, um sonho pra você (você já se perguntou como deve ter sido? “eu quero que meu filho seja…”, “minha filha será tão…”). Ele amou cada um desses sonhos, sem nunca ter um preferido, com um amor especial, de um jeito único e especial (como são os filhos), desejando que tivéssemos o melhor dele e desta vida, que ele mesmo nos deu. E o meu sorriso, o seu sorriso, para Deus, é delicioso e surpreendente. Assim Deus tem sete bilhões de motivos, hoje, para renovar sua misericórdia para com esta Terra e para conosco. Não. Nem tudo está perdido, afinal, somos todos seus filhos, sete bilhões de filhos. E um sonho de cada vez pra realizar. Ainda há tempo.

Realize o sonho de Deus pra você. Viva feliz, não ande perdido. Você tem um Pai incrível.

7 de Julho

julho 8, 2010

Olá, pessoal que lê aqui, já estamos em julho e gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos de hoje. Realmente, Deus pode fazer coisas incríveis na nossa mente, não é ? E quem disse que o budismo está errado com todas aquelas horas de meditação (tudo bem, a gente faz um pouquinho diferente, a gente não esvazia, enche a mente, mas o conceito é o mesmo _risos) ? A Bíblia recomenda veementemente para uma vida saudável longas horas de meditação e reflexão, v. Salmo 1. Vamos a ela então?_risos

A reflexão do dia começa no suposto amor à Deus e termina na pergunta “Quem é esse?”. É ótimo que Deus tenha respondido que seu nome é “Eu sou o que sou”, porque isso alarga exponencialmente a perspectiva. Significa que Deus não pode ser enquadrado num conceito formal. Porém, a Bíblia, o livro clássico cristão (porque existem outros, acreditem, que devem ser considerados…), diz diretamente que “Deus é amor” e que “aquele que não ama não conhece a Deus”. Isso me pegou desprevenido hoje. Me tomou de surpresa imerso em crises pessoais, crises familiares, preconceitos, certa apatia quanto à condição de quem está passando frio ou fome agora enquanto escrevo. É. Somos muito ávidos em dizer a teoria e contradizer com a prática. O que eu notei é o seguinte: o amor a Deus, até mesmo o fato de conhecê-lo ou não (que nós “da religião”, tanto nos orgulhamos) está “condicionado a”. Sim. Amar. “Aquele que diz ‘eu amo a Deus’ e odeia seu irmão é mentiroso”, diz a mesma Bíblia. Como alguém poderia entender o que é amor começando do mais difícil objeto de amor sincero que existe, Deus, que é invisível ? Não. Nós começamos o amor e o conhecer a Deus em nós mesmos, amando nossa alma, nossa vida, tendo o cuidado de preservá-la, conservá-la, alimentá-la, e então o conceito de “pecado” (esse tremendo tabu) se torna de uma simplicidade estonteante: tudo que te faz mal, assim como a recomendação para evitá-lo. E o amor continua em nós, e transborda para os outros (por isso “amar o próximo como a si mesmo”). Logo se vê que se você não ama os que estão ao seu redor, mesmo que sejam problemáticos, caóticos, egoístas, miseráveis, se você não consegue nutrir nenhuma simpatia, misericórdia, otimismo, se você se tornou insensível ao “outro”, possivelmente, você está tremendamente distante de entender quem é ou o que quer esse Deus que dizemos servir e amar. Amar ao outro é uma forma de lembrá-lo de que existe um amor ainda maior esperando quando o tempo chegar. Amar a si mesmo é entender-se, render-se aos limitados dias de vida, à limitada condição de saúde, à limitada capacidade de acertar e à irritante insistência em errar. Assumir esses “pecados” e encontrar a graça (que se explica por ela mesma, paz de graça, amor de graça, perdão de graça, alegria de graça, graça de graça). Eu quero muito conhecê-lo. Eu quero estar conectado 24h com o que está acontecendo nesse outro nível, misterioso, mas eventualmente tão real como um beliscão, que é o “espiritual”. E Deus está nisso tudo. Amando a quem está à minha volta eu começo a ver, ouvir, sentir a Deus. Se os pais amassem os filhos, e os filhos aos pais; se os casais se amassem, assim, por puro carinho e entrega; se os ricos amassem aos pobres; se os justos amassem quem está longe da lei; se eu amar, simplesmente como ele me amou, então, um dia, a hora vai chegar, quando eu puder finalmente encontrá-lo. Pessoalmente. Depois de ter amado o mundo inteiro, imediatamente vou reconhecê-lo. Porque ele terá (como pai e filho) o meu sorriso, os meus olhos, a minha maneira suave de falar.

Quem é Deus? O amor é um bom caminho para encontrar a resposta.

Abraço,

Thiago

Deus está no Silêncio

julho 7, 2010

Olá, pessoal do Blog,

estou postando aqui alguns trechos de uma reflexão sobre Deus e a forma como Ele fala com as pessoas. Inicio pedindo que você reflita nesse texto como quem assiste a um bom filme, vidrado, atento aos detalhes. Você nem pisca. E se alguém pretende te distrair e fazê-lo perder uma só cena: PSSSSIIIIIU ! Deus está no silêncio. Vamos lá?

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Você deve estar cansado de gritarem com você. No mundo são tantas vozes, interiores e exteriores, preocupações em alto e bom som, como uma buzina de ansiedade, como milhares de apitos de stress. Mas Deus, Deus está no silêncio.

Quando você pára de ouvir o barulho à sua volta, esse barulho que o mundo, em pleno funcionamento (como enormes engrenagens rangendo ao se mover, tão complexas), produz: o apelo do pop e da moda, pedindo pra você vestir, pedindo pra você agir; o apelo da religião, pedindo pra você confessar, pra você se arrepender e gritar por Deus com todas as forças; o apelo das obrigações, a reclamação insistente dos seus credores e as intermináveis desculpas dos seus devedores; o apelo da sociedade, que tem um script pronto pra você representar, decore suas falas e assuma seu papel ou você é considerado um “zero à esquerda”…

Quando você deixa de ouvir os Outros, as palavras dos pessimistas, que dizem que você não vai à lugar algum; dos escarnecedores, que dizem pra você agir primeiro, pensar depois (“pra quê levar a vida à sério?); as palavras dos maus, que zombam de você, que depreciam sua imagem, sua personalidade; a injúria dos legalistas, que dizem onde, como e porquê você está errando, sem o mínimo compromisso em apresentar soluções; as tragédias pessoais, as histórias de desastres, a mídia alienadora, a idolatria iconográfica que conta histórias mentirosas sobre pessoas irreais…

Quando você aprende a ignorar o sussurro insistente da sua mente, dizendo “sexo, sexo, sexo, sexo …”, “só mais um cigarro, só mais um, só mais um, só mais um…”, “mate, mate, mate, morra, morra, morra …”, “suicídio, suicídio, suicídio …”…

Quando deixa de ouvir o tic tac do relógio moderno, que já nem depende mais do relógio em si, porque está espalhado na atmosfera e dita o ritmo dos dias e noites dos seres humanos apressados e obedientes demais; quando pára de contar, preocupado, as batidas do seu coração, aceleradas ou lentas demais, atemorizado com sua saúde, com alguma doença (até mesmo as que você ainda não tem); quando deixa de obedecer cegamente ao toque do celular, ao timbre do despertador sempre ocupado…

Quando você se livra de tudo isso, lá está. A voz de Deus, então, se ouve claramente, depois de todos os barulhos cessarem. Não é de admirar que poucos a ouçam. O barulho está em todo lugar. Calar a boca do mundo é uma tarefa realmente complicada. Mas libertadora em todos os sentidos. Calar o mundo pra ouvir a Deus.

Quanto tempo você passou em silêncio hoje?

Eu posso gritar com você, seu chefe pode gritar com você, seus pais também. Deus, jamais.

Apesar de todo o barulho e da dificuldade de encontrar o silêncio para ouvir a Sua voz, uma só Palavra dele pode transformar pra sempre a sua vida.

A linguagem do amor de Deus, muitas vezes, se resume a um olhar. E o silêncio diz o que as palavras não podem.

Quem ora deve falar, mas também deve calar e esperar a resposta. Oração é diálogo, não monólogo.

Posso ilustrar esta história com um monitor de batimentos cardíacos. Barulho ininterrupto significa morte.

Jesus foi chicoteado, escarnecido, provocado sobre seus valores, questionado como pessoa, machucado (física e emocionalmente), e ficou calado. Porque? Para ensinar o valor que as palavras tem. Quando ele abriu a boca, disse unicamente: Pai, perdoa-os.

A esperança é que o barulho do mundo, uma hora, acaba. A festa acaba, o trio pára de tocar, os amigos vão embora, os inimigos se calam, os gritos de desespero se consolam, a tragédia emudece, a briga cede ao cansaço… MAS DEUS NUNCA PÁRA DE DIZER: “Filho? Você me ouve?”

Jesus deveria ter dito: Bem-aventurados os silenciosos.

Porque eles ouvirão a Deus.

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Forte Abraço,

Thiago

Minha História Está Escrita !

junho 1, 2010

Olá amigos(as) do Blog,

Queria dividir com vocês alguma coisa que me veio sobre a nossa relação com a Bíblia. Nós usualmente dizemos que a Bíblia é a Palavra de Deus. Certo. Do ponto de vista prático (porque se a sua Fé não é prática ela está morta, v. o livro de Tiago em “porque a Fé sem obras é morta” e tantos outros trechos) a Bíblia é um conjunto de textos que trazem revelações pessoais de Deus à humanidade, que aconteceram (na história), acontecem (na transformação que ela opera) e acontecerão (daí as profecias). E como ter segurança destas evidências que tornam a Fé na Bíblia e em Deus tão real, tão palpável a quem crê? A segurança está em conhecer o modo de Deus de revelar-se. O livro de Gênesis menciona que “Deus disse: Haja Luz. E houve Luz”. Assim, só temos uma relação profunda de experiência com Deus diante da Bíblia se obtemos a essência das revelações de Deus: Deus diz, Deus faz. Se o que você lê na bíblia não se expressa na sua história, não transforma o mundo a sua volta (como a vida de Jesus, que está escrita ali, transformou o mundo a ponto de até contarmos o tempo baseado em sua Vida_que glória), sua relação com este livro é meramente religiosa, infelizmente, e você ainda não conhece a Palavra de Deus, mas apenas o texto. A própria Bíblia menciona que “a letra, em si, é morta”. Que fascinante. Deus, em aliança com pessoas, na Bíblia, narrou histórias que vieram a ser e transformam o mundo. Mas Deus não parou de revelar-se, nem de escrever através de pessoas. Através da Bíblia, temos a possibilidade de sermos inseridos na essência da experiência com Deus e assim nos tornar parte desta história que começa em Gênesis, mas não termina em Apocalipse, e será contada por muito tempo, na realidade de muitos, até que o mundo mude. Quando leio a Bíblia, consigo rever minha vida dentro daqueles versos. Versos que guiaram meus sucessos, que curaram meus fracassos, realizando na prática de vida a vontade de Deus pra mim. Esta é a Bíblia. E eu sou mais um livro desta grandiosa obra literária.

(Agora todo mundo já sabe que a Bíblia tem pelo menos dois livros de “Tiago”  _risos_ um sem “h”, que é o original, e outro “Thiago”, que sou eu _mais risos).

Espero que esta também seja a sua relação com este livro poderoso. E Deus disse: “Haja Luz”. E Há.

Abraço apertado,

Thiago

Deus, Médico ou Juiz ?

maio 4, 2010

Muitos vêem Deus como Juiz: imparcial, legalista frio, uma autoridade distante e formalizada. Esse “Deus Juiz” não considera emoções. Ele não permite que você se justifique. Que você se explique. Ele apenas aponta erros. Traz à tona todos os erros para que testemunhem contra nós e nos sentencia a pagar, sofrer, penar. Ele te exclui por conta dos seus pecados, sempre com aquele ar de superioridade e de decepção arrogante. Ele nos condena por aquilo que fizemos ou carregamos de mal, independentemente das circunstâncias ou do nosso grau de culpa. Diante desse Deus juiz não haveria outra possibilidade pra nós: condenação, condenação perpétua.

Ah, se eles conhecessem a Deus como Ele realmente é: um médico. Então saberiam, primeiramente, que ele é bom. Muito bom. Paciente, atencioso, habilidoso com pessoas e extremamente bem intencionado. Ele só quer o nosso bem. Está 24h de plantão para nos atender em qualquer necessidade, dor, dúvida. Descobririam que Deus, a essa altura das coisas, nunca esperou ou esperará que alguém chegue até Ele sem erros, sem pecado, porque todos nós temos essa natureza que adoece. Ele é um médico, oras. Está acostumado a todo tipo de doenças (umas na alma: depressão, inveja, orgulho, maldade, mentira etc; outras na vida: carnalidade, materialismo, egocentrismo etc). Aliás, ele não rejeita ou exclui os doentes, pelo contrário, a sua vontade é que todos venham até Ele o quanto antes e contem qual é o problema. Eu posso até ouvir Ele perguntando: “O que você está sentindo, meu filho (a)?”. Então, depois de ouvir tudo, ao invés de uma sentença, Ele te dá o diagnóstico. E com o diagnóstico, ao invés de um castigo, Ele prescreve o tratamento. A cura. Deus, como médico, só deseja uma coisa para os seus filhos (pacientes): que você viva. E viva bem. “Abundantemente”.

 

Um Recado do Médico: Deus, médico dos médicos, sabe que algumas pessoas sofrem de um mal terrível, um mal genético que os deixa cada dia que passa mais debilitados, definhando de dentro pra fora, e que mais cedo ou mais tarde os levará a uma dura morte, se nada for feito. E pra esse mal congênito, só há uma solução: uma transfusão de sangue. Isso mesmo. E de um tipo de sangue especial: J+ (o sangue de Jesus, “Jesus na veia”). Deus, como seu médico, irá insistir para que você o aceite, porque essa é sua única chance. Se aceitá-lo, você terá uma vida muito mais longa do que imagina. Deus, como médico, garante que o tratamento é 100% seguro, gratuito e sem efeitos colaterais. Você terá uma vida normal, sem perder de aproveitar nada do que é bom. Se você sente algum desses sintomas como vazio, solidão, tristeza sem motivo, ansiedade e falta de perspectiva do futuro, desorientação sobre o sentido da vida, dor intensa na alma, medo do amanhã, etc., não deixe de procurá-lo o quanto antes. Ainda há esperança. Ele tem a cura pra você.

Que você deixe de vê-lo como juiz e o veja como Ele realmente É. 

Suas Palavras garantem:

“Porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo”  (ver. João 3:17)

“Felizes são…”

abril 10, 2010

As pessoas mais felizes de todas… Elas andam na rua falando com ele, distraídas e satisfeitas. Não passam um dia sem se ver. Quando elas dão uma festa, há sempre o nome Daquele primeiro convidado: Ele não pode faltar (sem Ele a festa não teria graça). As pessoas mais felizes de todas… quando amam, quando correm, quando compram, quando falam,  nunca se esquecem Dele, do que poderia agradá-lo . As pessoas mais felizes de todas são aquelas que cantam pensando Nele no chuveiro, que comemoram com Ele pelo seu time ir à final do campeonato, que mencionam o Seu nome com carinho em praticamente tudo que lhe perguntam. As pessoas mais felizes de todas são simples demais e acreditam de todo o coração que “todas as coisas conspiram” para que estejam sempre com Ele, e como é bom estar com Ele. Além de sempre trazer presentes, ele fala de coisas tão agradáveis, tão profundas e inteligentes. Daí o porque delas darem sempre muito valor a qualquer coisa que Ele tenha a dizer. As pessoas mais felizes de todas podem ter muita coisa pra fazer, mas nunca fazem nada antes de perguntar a Ele sua opinião. Quando estão tensas, preocupadas, tristes, elas fecham os olhos, conversam com Ele francamente, desabafam, pedem ajuda (até choram em seu ombro), e quando abrem os olhos, há um brilho novo de força e esperança ali. As pessoas mais felizes de todas nunca fazem nada sozinhas, não porque não possam, mas porque preferem depender Dele, esperar por Ele, “ir junto”. As pessoas mais felizes de todas são essas… que amam a Deus com amor de amigo. Sinceramente.