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Porta Estreita

setembro 13, 2010

No fim daquele Caminho apertado, alto, lá está: a porta. Mas quem disse que ela jamais esteve fechada? O Mestre nos disse para seguí-lo por este caminho (“Eu sou o caminho”). Não haveria erros. Desvios? Sim, existem muitos. Mas todo desvio é precedido de Escolha. E depois de desviar-se, você sempre pode voltar atrás. Este caminho é inconfundível.

Aquela Porta é especial. Esteve durante todo o tempo aberta. Não há porteiros nem guardas, ainda que além de seus umbrais esteja reservada toda a riqueza que há. É que há o bastante para todos. Esta porta também é especial. Às vezes, surge diante do homem no leito de morte, radiosa. E ele toma a adiada decisão. Então caminha pelo curto caminho, atravessa a porta delicada e encontra a Vida outra vez.

O Caminho é curto, mas não é penoso, calcário. É um caminho alto, de aspirações, elevações e muitos êxtases. Definitivamente não é a ladeira do Gólgota. Porque ela já foi usada pela última vez. Este caminho não está condicionado a penitências, portanto não tem degraus. É um leve e contínuo aclive, com a vista do maior nascer do sol que há de vir além dos montes eternos.

A Porta é especial. Apesar de estreita, é perfeita para todos os tamanhos de homens e mulheres. Porque foi feita na medida de um Deus (Jesus), que se esvaziou e veio nos mostrar como encontrá-la e seguir por ela. Esta porta não rejeita quem quer que esteja diante dela em busca de abrigo. Quem quer que esteja em busca de abrigo. Esta porta significa retorno ao lar que deixamos. Lá onde Deus habita.

O Caminho… isto quer dizer que já passamos por ele uma vez, decaímos, sim. Por sorte nos lembraremos, antes do fim, por onde retornar. É apertado para que você, por si só, decida seguí-lo. Sem multidões, sem pressões sociais, sem outros “guias”, porque só há um Pastor e Messias genuíno, e este, definitivamente, já está com o Pai, à sua espera, no fim da jornada.

Quer seguir este caminho, encontrar esta porta?

“Você me Buscará e me Encontrará quando me Buscar com todo o Coração”.

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7 de Julho

julho 8, 2010

Olá, pessoal que lê aqui, já estamos em julho e gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos de hoje. Realmente, Deus pode fazer coisas incríveis na nossa mente, não é ? E quem disse que o budismo está errado com todas aquelas horas de meditação (tudo bem, a gente faz um pouquinho diferente, a gente não esvazia, enche a mente, mas o conceito é o mesmo _risos) ? A Bíblia recomenda veementemente para uma vida saudável longas horas de meditação e reflexão, v. Salmo 1. Vamos a ela então?_risos

A reflexão do dia começa no suposto amor à Deus e termina na pergunta “Quem é esse?”. É ótimo que Deus tenha respondido que seu nome é “Eu sou o que sou”, porque isso alarga exponencialmente a perspectiva. Significa que Deus não pode ser enquadrado num conceito formal. Porém, a Bíblia, o livro clássico cristão (porque existem outros, acreditem, que devem ser considerados…), diz diretamente que “Deus é amor” e que “aquele que não ama não conhece a Deus”. Isso me pegou desprevenido hoje. Me tomou de surpresa imerso em crises pessoais, crises familiares, preconceitos, certa apatia quanto à condição de quem está passando frio ou fome agora enquanto escrevo. É. Somos muito ávidos em dizer a teoria e contradizer com a prática. O que eu notei é o seguinte: o amor a Deus, até mesmo o fato de conhecê-lo ou não (que nós “da religião”, tanto nos orgulhamos) está “condicionado a”. Sim. Amar. “Aquele que diz ‘eu amo a Deus’ e odeia seu irmão é mentiroso”, diz a mesma Bíblia. Como alguém poderia entender o que é amor começando do mais difícil objeto de amor sincero que existe, Deus, que é invisível ? Não. Nós começamos o amor e o conhecer a Deus em nós mesmos, amando nossa alma, nossa vida, tendo o cuidado de preservá-la, conservá-la, alimentá-la, e então o conceito de “pecado” (esse tremendo tabu) se torna de uma simplicidade estonteante: tudo que te faz mal, assim como a recomendação para evitá-lo. E o amor continua em nós, e transborda para os outros (por isso “amar o próximo como a si mesmo”). Logo se vê que se você não ama os que estão ao seu redor, mesmo que sejam problemáticos, caóticos, egoístas, miseráveis, se você não consegue nutrir nenhuma simpatia, misericórdia, otimismo, se você se tornou insensível ao “outro”, possivelmente, você está tremendamente distante de entender quem é ou o que quer esse Deus que dizemos servir e amar. Amar ao outro é uma forma de lembrá-lo de que existe um amor ainda maior esperando quando o tempo chegar. Amar a si mesmo é entender-se, render-se aos limitados dias de vida, à limitada condição de saúde, à limitada capacidade de acertar e à irritante insistência em errar. Assumir esses “pecados” e encontrar a graça (que se explica por ela mesma, paz de graça, amor de graça, perdão de graça, alegria de graça, graça de graça). Eu quero muito conhecê-lo. Eu quero estar conectado 24h com o que está acontecendo nesse outro nível, misterioso, mas eventualmente tão real como um beliscão, que é o “espiritual”. E Deus está nisso tudo. Amando a quem está à minha volta eu começo a ver, ouvir, sentir a Deus. Se os pais amassem os filhos, e os filhos aos pais; se os casais se amassem, assim, por puro carinho e entrega; se os ricos amassem aos pobres; se os justos amassem quem está longe da lei; se eu amar, simplesmente como ele me amou, então, um dia, a hora vai chegar, quando eu puder finalmente encontrá-lo. Pessoalmente. Depois de ter amado o mundo inteiro, imediatamente vou reconhecê-lo. Porque ele terá (como pai e filho) o meu sorriso, os meus olhos, a minha maneira suave de falar.

Quem é Deus? O amor é um bom caminho para encontrar a resposta.

Abraço,

Thiago