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18 de Novembro

novembro 18, 2011

É muito comum ouvirmos que “Deus tem um propósito na sua vida”. Aí, volta e meia explicamos nossos sucessos ou insucessos por meio deste conceito. Se venci, se consegui o emprego, se realizei o sonho pessoal, se galguei uma posição, digo: É o propósito de Deus! Se, por outro lado, perdi, não consegui o emprego, tive um trauma, sofri um acidente, decaí em algum aspecto, começo a explicar que “Deus tem um propósito nisso tudo”.

Ficam, então, algumas perguntas no ar: Tudo que me acontece está dentro dos propósitos de Deus? Todo sucesso é propósito de Deus? Todo insucesso é sinal de que Deus quer de mim outra coisa? Vamos pensar biblicamente:

O povo de Israel queria muito um rei. O povo pediu a Deus um rei. Deus deu ao povo um rei. Sucesso, certo? Mas era esse o propósito de Deus? Não. O povo considerou aquela uma grande conquista, já que todos os outros povos tinham reis, mas não era este, nem de perto, o propósito de Deus. Esse caso ilustra aquelas nossas conquistas que, ao invés de nos aproximar de Deus, nos afastam (essa é pra os amigos que trocam seus momentos de meditação e estudo da palavra por uma promoção de emprego rs) .

Nas guerras do velho testamento, não são poucos os casos em que, mesmo vencendo uma guerra e se apropriando de todos os bens do povo vencido (ou seja, aparente sucesso, ascensão material etc.), Deus se mostrava insatisfeito com o povo, porque sua intenção é que eles não se apropriassem daquelas riquezas ou fizessem escravos. Logo, vê-se aí mais um caso em que a vitória não representa propósito de Deus. A bíblia está cheia deles e a lição é auto-explicativa: existem coisas que não deveriamos desejar ou ter.

Agora vejamos sobre derrotas. José era um rapaz muito justo. Amava seu pai, amava seus irmãos. Num determinado momento, os irmãos voltam-se contra ele e o aprisionam, em seguida vendendo-o como escravo para o Egito. José fica preso durante muitos anos. Está aí uma grande derrota pessoal. E ninguém diga que foi um período prazeroso e tranquilo na vida de José. Foi um período de privação e dificuldade. Mas nesse caso, a derrota de José significou um alinhamento aos propósitos de Deus não só para ele, mas para com o povo.As vezes, derrotas a curto prazo reservam vitória a longo prazo.

Existem também derrotas irreversíveis na Bíblia que foram designadas por Deus. Veja a história de Jó. Independentemente de ter tido mais filhos e filhas, a verdade é que a morte dos primeiros não se reverteu. Eles se perderam deste mundo. Uma grande tristeza, sem dúvida, mas que não escapava da história de Deus para a vida de Jó. Assim, insucessos nem sempre são sinais de que Deus não está lá. É preciso humildade e maturidade para reconhecer isso. E a história de Jó nos ensina que independentemente das circunstâncias, seus princípios e valores devem permanecer inabalados.

Tem também aqueles casos em que, derrotados nas primeiras tentativas, começamos a desconfiar que Deus está nos levando para outro “propósito”. Será que uma ocasional derrota já demonstra que Deus nos quer num lugar diferente? Na história de Jacó com seu sogro a coisa parecia indicar que não era dos “propósitos de Deus” que ele tivesse a mulher que desejava, Raquel. Isto porque diversas vezes ele foi enganado, ludibriado, coagido e explorado pelo sogro, a ponto de ter que fugir para se ver livre dessa situação. Um caso de insucessos e frustrações sucessivas, mas que guardavam um propósito ali. Muitas vezes nos veremos limitados por um agente externo. É preciso sabedoria, estratégias e paciência para superar determinados obstáculos.

Na verdade, o que vejo é que os propósitos de Deus são, a princípio, ocultos, e não evidentes. Assim, não é fácil enxergá-los e simplesmente contemplar as evidências circunstanciais não responde a pergunta. Nem tudo que acontece conosco é propósito de Deus. Apressar-se em dizer que esta ou aquela é a vontade de Deus é um erro muito comum (veja a história do erro fundamental de Saul, no livro de Samuel). Algumas coisas são simplesmente resultado da nossa liberdade. Nem todos os acidentes e tragédias guardam propósitos (apesar de que podem, evidentemente, ensinar). Nem todas as crises, as conquistas, os eventos do dia-a-dia, são da “vontade de Deus”. Se assim fosse, nossa vida seria plena e correria invariavelmente em ascenção constante, o que, claro, não é verdade. Nossa inconstância é evidente. E a tentativa de explicar sucessos e fracassos pela luz dos propósitos é apenas mais uma manifestação da nossa inconstância, de entendimento e de caráter. É mais fácil “explicar” um insucesso que enfrentá-lo. É mais fácil “justificar” um desastre do que conviver com a realidade de que nós, homens e mulheres, optamos por este caminho, um caminho de “conhecimento do bem e do mal”, de livre-arbítrio, em detrimento da completa dependência de Deus.

Por fim, a Bíblia diz que “há propósito para todas as coisas debaixo do céus”. Parece controverso? Não é. A Palavra está dizendo que para tudo que existe, existe uma “finalidade para a qual isto foi criado”, um plano inicial. Por exemplo, o propósito de existência dos rios, muito provavelmente, era prover água para os campos. O propósito dos pássaros, dentre outras coisas, era semear a terra. E assim por diante. Mas um rio poluído, certamente, não está nos propósitos de Deus, nem o tráfico de aves. Eles existem? Inúmeros casos. Longe do propósito inicial, mas estão lá, resultado da sua e da minha vontade.

Da próxima vez que você experimentar vitórias ou derrotas, reflita antes de concluir o “propósito de Deus”. O salmista Davi, humildemente, disse: quem pode entender a mente do Senhor? Entender os propósitos de Deus é um desafio contínuo e inesgotável de entendimento, reavaliação, interpretação e meditação acerca daquilo que vemos, ouvimos, conhecemos e enfrentamos. E só há um modo de saber se você está plenamente diante de um propósito genuinamente divino: diante de Deus, de si mesmo e de todos os que o cercam, isto será Bom, Perfeito e Agradável. É alcançar o “Sentido” das coisas. E isto, cá pra nós, nos dias de hoje, não é uma coisa fácil de se encontrar.

23 de Março

março 24, 2011

A bíblia diz que “a alegria do Senhor é nossa Força”. Soa como se fosse uma Força automática, permanente. Então existe algo nos tirando a alegria. Tirando Deus de nós. Uma das coisas que nos tira a alegria em Deus é perder de vista o REINO DE DEUS. “Porque o Reino de Deus é justiça, paz e alegria no Espírito”. Se perdemos essa consciência de que, não importam as lutas “cá de baixo”, algo maior está sendo feito, interiormente e, por consequência, ao nosso redor, não há como não ficarmos muito tristes, ansiosos, preocupados. Fomos feitos pra viver ao lado de Deus (veja Gênesis), logo, não é de estranhar que, quando estamos longe dele, sintamos tanto a sua falta ! Deus é uma condição SEM A QUAL: Sem a qual minha alegria nunca será completa. Quantas vezes sorrimos de alma vazia?

“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à morada do Senhor”. Só de pensar em encontrá-lo !

01 de Fevereiro

fevereiro 1, 2011

“Ora, Tomé, um dos discípulos, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei. Oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos reunidos e com eles Tomé. Chegou Jesus, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!

Disse, então, Jesus: Porque você me viu, Tomé, você crê; Felizes os que não viram e creram”. (João 20:24 a 29)

 

Olá pessoal do Blog, segue aqui alguns questionamentos de ultimamente. Espero que vocês encontrem no seu relacionamento com o Pai e nos frutos desse nosso estilo de vida respostas seguras para eles. Preocupado com nossas “certezas” sobre a Fé e sobre esta Vida que proponho esta reflexão, na esperança de que, ainda cedo, a gente alcance conclusões realmente bem-sucedidas (ou “Bem-Aventuradas”, “Felizes”, como passarei a chamar) a respeito de Deus e do que buscamos.

Grande abraço, Thiago

Felizes o quê? A Bíblia nem sempre propõe sugestões muito comuns a nós e à nosso modo de viver o Cristianismo. Aliás, me preocupo, porque algumas coisas simplesmente passam desapercebido aos nossos olhos. Ou não vimos o texto, ou por conveniência, somos coniventes com certas omissões. Digo isso porque passei boa parte do dia hoje refletindo sobre essas palavras: “Felizes os que não viram e creram”.

Qual era a situação? Tomé, um dos discípulos, precisava de evidências fáticas, algo para tocar, algo material, sólido, para afastar suas dúvidas sobre a Ressurreição de Jesus. E a ressurreição de Jesus era, no fim das contas, a prova inegável de que ele realmente era o Filho de Deus. Se aquela evidência não pudesse ser oferecida, todas as demais palavras de Jesus, tudo o mais cairia diante dos olhos de Tomé e de sua consciência. Jesuspoderia negar-se a dar evidências (como o fez muitas vezes), mas não nega. Ele simplesmente permite que Tomé satisfaça sua necessidade por sinais, mas depois o exorta frontalmente: Não seja incrédulo.

Provar o milagre. Não é essa a nossa maior necessidade? Não é por esse tipo de experiência que temos consumido todo o tempo dos nossos cultos, investido toda a intensidade da nossa Fé? Se não é o sobrenatural que perseguimos, o que é? O que Deus pensa a respeito da nossa necessidade de afirmações? O que Deus está disposto a fazer para que a gente deixe de duvidar da sua existência e de suas boas intenções, e da validade dos seus conselhos? Volta e meia me sinto correndo atrás do vento, como disse Salomão. E parece que a razão disso tudo é porque me esqueci ou ignoro o que Jesus disse a Tomé: Você só crê porque viu? Felizes os que não viram e creram. Eu, sinceramente, estou chocado com estas palavras. E quanto mais raciocino sobre elas, menos respostas me vem. Porque, aparentemente, Jesus indica que a Fé que não precisa de Milagres para sobreviver é mais Feliz. Produz mais segurança. Será que estamos vivendo infelizes, insatisfeitos, sub-nutridos sobrenaturalmente, por conta disso? Frustrados com Deus, buscando sinais, quando Jesus nos pede Confiança? Qual será o ponto de Equilíbrio entre “meu Deus é um Deus de milagres” (ou seja, ele pode curar o paciente terminal, pode parar balas e dar todo tipo de livramentos, pode dar visão a cegos, pode fazer a estéril engravidar…) e “Felizes os que não viram e ainda assim creram”? 

No meio de tantas perguntas, uma conclusão importante. Intrigado com esta situação narrada pelo Evangelho de João, resolvi buscar novos relatos sobre Tomé, já que foi da consciência dele que surgiu a dúvida que suscitou o problema. Encontrei uma lição profunda, veja: Em João 20 (v. Bíblia, em “João” Cap. 20) esta flagrada a incredulidade de Tomé. Mas a resposta de Jesus me parece prática demais para o caso, como um simples “você não precisa ver o caminho para andar, apenas dê um passo após o outro”, como se fosse fácil assim caminhar “no escuro”. Mas em João 11 encontramos uma coisa surpreendente. É mais um dos relatos de milagres que Jesus operou. E quem estava lá? O mesmo Tomé. E qual foi o milagre operado? Ressurreição. Pare e reflita aqui. Tomé já havia presenciado algo parecido, mas ainda assim sua Fé não havia sido alimentada. Nesta ocasião Jesus ressucita a Lázaro, depois de 4 dias de sepultura (tantas semelhanças, tantas evidências comuns), e, pasme, Tomé estava com eles, provavelmente presenciou aquele “espetáculo sobrenatural”, mas o tempo passa. A memória e a certeza enfraquecem. A conclusão é: Milagres não são indispensáveis à Fé. Nem provam a Fé. Milagres são Milagres. E Deus quem dirá quando e onde eles serão necessários e porquê.

E finalizo perguntando:

O que nos resta? O que devemos buscar? A Bíblia diz que agradar a Deus exige de nós “Fé”. Sem ela, isto não será possível. O que me leva à tantas outras perguntas.

Para quem é o milagre? Para nós, para Deus ou para os outros? (porque as vezes sinto que buscamos milagres na tentativa de mostrar aos outros, ou a nós mesmos, “veja, eu estou certo, Deus existe, você não vê? Tenha Fé”) Mas e a felicidade prometida aos que creriam sem ver, onde fica?

Será que realmente temos consciência do que é o milagre? Será que devemos realmente tratá-lo como um “espetáculo público”, como uma “moeda de compra” da Fé dos outros, filmá-lo, registrá-lo oficialmente (mesmo correndo o risco de, eventualmente, ou fatalmente, ser surpreendidos pela falta de consistência de muito daquilo que chamamos “milagre”?)?

Se constantemente eu estiver tentando re-tocar as marcas dos pregos, testar com prova e contra-prova a veracidade do sangue derramado, o que fazer, se Jesus se negar a oferecer provas de si mesmo (como o fez diante do pedido dos fariseus por “sinais”)?

Crer sem Ver é possível? Sim, porque tem dias que sinto que se Deus não agir em minha vida de alguma maneira sobrenatural, mesmo que da maneira mais absurda (uma nuvem diferente, uma carta anônima, uma brisa inesperada) minha fé não vai suportar. E serei tomado e consumido pelas dúvidas. Seria possível viver toda esta vida crendo apenas no que se leu a respeito de Jesus? No passado documentado?

Alguns dizem que não é possível. Alguns dizem que os mesmos milagres e sinais tem que ocorrer, porque o Deus é o mesmo. Alguns dizem que Jesus ainda cura como nos dias passados, mesmo que ninguém tenha se atrevido até agora a ir aos hospitais curar(como Jesus o fez, veja em João 5, O Tanque de Betesda, onde os doentes se reuniam). Alguns dizem sobre  a necessidade da experiência com anjos, e demônios, e visões e batalhas espirituais e tanto o mais do “sobrenatural necessário”. Eu, porém, crendo em todas estas coisas, tenho ainda muitas questões a respeito do “como”, “porquê” e “pra quê” destas coisas. E encerro com o fim do capítulo que despertou esta reflexão sobre Tomé, incredulidade, Fé,  milagres e Jesus (Sempre Enigmático, mas tão sábio e profundo):

“Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos MUITOS OUTROS SINAIS, QUE NÃO ESTÃO ESCRITOS neste livro. Estes, porém, foram ESCRITOS para que vocês CREIAM que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome”. (João 20:30 e 31)

Parece que Jesus esperava que nossa Fé fosse Suficiente para que, mesmo apenas lendo e conhecendo essas histórias, pudessemos chegar a algum lugar seguro na vida com Deus. Para que mesmo se não fosse possível Ver, Tocar, Provar, Testar, estivessemos felizes. Nossa Fé não depende disto. 

01 de Novembro

novembro 2, 2010

Olá, pessoal do Blog,

resolvi postar hoje parte de um estudo que estou preparando aqui. Espero que a leitura seja chocante na medida certa e, sobretudo, que te leve a reflexões e a conclusões práticas relevantes sobre Jesus e esse negócio maravilhoso e complexo que é viver como Ele.

Abração,

Thiago

 

Eu desafio você

 

A pensar (comigo e consigo), reconhecer (verdades e mentiras a seu respeito) e reagir (violentamente).

A relevar as diferenças entre pessoas, ser maduro e passar 1 ano inteiro sem brigar, ainda que em momentos de tensão. A nunca devolver um palavrão, a sempre se calar quando a palavra não for boa para edificação. Ou seja, se for pra amaldiçoar, fique quieto. O diabo não tem boca própria neste mundo. Não permita que ele use a sua.

Eu te desafio a EXECUTAR PRIMEIRO as coisas que você acredita, com sucesso, por um bom tempo, para depois abrir a boca para ensinar, ministrar, cantar, cobrar dos outros…

Eu desafio você a ter uma família equilibrada e a manter a calma com quem te conhece e te provoca. Eu desafio você a superar a falta de pai e de mãe, as brigas de pai e mãe, os erros de pai e mãe, porque Pai maior é Deus e o único que pode te ensinar a amar de verdade, porque ele quem inventou o amor e, talvez, seus pais nem o conheçam. Talvez você seja o único que possa apresentá-lo a eles.

Eu desafio você a amar mais os mendigos, os meninos de rua, e a entender melhor sua insistência, sua inconveniência, quando pedem, porque a fome não espera, muito menos o vício, a dependência química, o desespero que é a pobreza (material e espiritual). Eu desafio você a fazer qualquer obra social que seja FORA DA IGREJA, porque igreja não é ONG, nem uma “associação divina do desencargo de consciência”: “Eu dou meus dízimos e missão cumprida”. “Eu participo do evangelismo e missão cumprida”. “Eu freqüento os cultos, missão cumprida”…

Eu desafio você a orar de olhos abertos, a profetizar e ver cumpridas suas profecias pelo menos 3 vezes consecutivas. A deixar o pensamento positivo, a se rebelar contra a ansiedade das coisas não resolvidas. A deixar de imaginar Deus no céu e Jesus pregado na cruz, porque eles já mudaram de endereço e agora querem uma CONSCIÊNCIA pra habitar, entendeu? Seu coração, seu Eu, suas emoções, suas idéias, suas palavras, sua vida é o novo endereço de Deus.

Eu desafio você a ser santo, a deixar de se fazer de vítima, dizendo que “Deus” te fez de carne e a carne é fraca, porque mais fragilizado e massacrado que você foi Jesus, que nesta mesma carne fraca e cheia de tentações deu um tapa na cara da morte e partiu no fim dizendo “Eu venci o mundo”.

Eu desafio você a mudar a vida de alguém. Mostrar Deus a alguém de uma forma tão evidente que não sejam necessárias discussões sobre religião. Simplesmente contagiar alguém com seu estilo de vida. Fazer UM discípulo SEQUER (lembre-se que a bíblia usa o termo “ide e fazei discípulos”, no plural), ou seja, alguém que decida viver como você vive, por reconhecer que é um jeito melhor de viver.

Eu desafio você a amar, amar, amar, cultivar amizades verdadeiras, pra ver se esta organização que chamamos de “corpo de Cristo” tem alguma esperança, no meio de tanta podridão, falso amor, sorrisos artificiais, moralismo barato, muito discurso e pouca prática, famílias esburacadas, casamentos na carne viva, jovens depressivos, solitários, viciados, escapistas, gente se fechando pra relacionamentos e se escondendo, outros pulando de galho e galho em busca de um amor duradouro, outros que simplesmente não se LEMBRAM, não conseguem LEMBRAR que a bíblia diz que NÃO HÁ MÉRITO EM AMAR QUEM SE GOSTA! AME OS SEUS INIMIGOS!

Eu desafio você a se enxergar! Se enxergue! Veja que você ainda tem a boca suja, a mente podre, ódio enraizado na alma, viciado por lixo, deficiente nos valores sobre namoro, família, dinheiro, honestidade, responsabilidade, trabalho… Eu desafio você a ser o primeiro político honesto, o primeiro estudante que não pesca, o primeiro homem que não olha pra a mulher sensual que passa, a primeira mulher que domou a TPM,o primeiro pobre completamente feliz, o primeiro rico que vendeu tudo e dividiu com os pobres, tudo isso por amor a Deus.

Eu desafio você a ser melhor um dia depois do outro. A terminar cada ano com sobra de resultados positivos. A demonstrar que sabe a bíblia não diante da platéia, com microfone na mão ou dançando pra lá e pra cá, cheio de caras e bocas, mas SENDO, DE VERDADE, BOM EM TUDO, porque isso é abençoar. Ser bom pros outros. Você é o aparelho, a bíblia é o manual. Entre saber o que o manual diz e saber USAR o aparelho bem há uma enorme distância.

Eu desafio você a confiar menos na sua oração e na oração dos outros por você e mais em Deus. Eu desafio você a pedir mais para os outros do que para si mesmo. A perder o sono com uma causa que não seja sua, que não envolva o que comer, o que vestir, onde morar, alguém pra amar, alguém que você odeia… A entender que a Fé é crer nas coisas que não se vêem mas se esperam na outra vida, e não materializar essas coisas em bens, trabalho, relacionamentos que você ainda não possui.

Eu desafio você a se tornar uma pessoa que sempre é recebida, em qualquer lugar aonde vá, com sorrisos e comemoração. Uma pessoa amada e amável, que é Luz onde passa, que é convidada sempre e nunca força entrada, que se é melhor em alguma coisa, é em saber que “todos erraram e estão distantes de Deus” e que tem que trabalhar dia e noite para corrigir isso.

Eu desafio você a ter um namoro pra valer, onde Deus seja não aquele que diz “não pode fazer isso”, “não faça aquilo”, mas sim um objeto de afeição em comum tão grande pros dois que aprendam juntos a agradá-lo, e jamais ignorá-lo.

Eu desafio você a se lembrar pra sempre de pelo menos 3 dessas coisas ditas, e a se tornar um exímio praticante de pelo menos uma; desafio você a começar a viver 10% das pregações que você ouve, 5% dos e-mails religiosos e vídeos que lê e vê, 1% da bíblia que você conhece (ou sua fé é tão morta que você nem ouve mais o espírito gemer?).

Eu desafio você a entender que o amor de Deus, na pessoa de Jesus, nunca quis que você seguisse uma religião especifica. Deus só queria que você fosse uma pessoa melhor. Que amasse. Olhe ao redor: O amor está morto. Eu te desafio a, como Jesus com poder imenso fez a Lázaro, mandar rolar a pedra do impossível e fazer o amor reviver.

O mal que há no mundo pode te desafiar dia e noite, questionar sua fé, abalar suas certezas, mas é DEUS QUEM TEM O MAIOR DESAFIO a ser aceito por mim e por você, um desafio que provavelmente vai tomar sua vida toda, suas energias, vai te deixar esgotado, muitas vezes cansado, perdido, em crise… mas que vai te dar a maior recompensa de todas: Vida Boa, Vida Eterna!

Deus. Além da Religião.

agosto 2, 2010

Olá, pessoal do blog,

quero dividir com vocês um raciocínio sobre Deus e o paradigma religioso, não para ofender a religião (porque, sinceramente, não considero a religião como instituição uma causadora de problemas), mas para discernir o que é, de fato, Deus (relacionamento com ele, dedicação a ele, vida para ele) e o que é liturgia, rito, compromisso social apenas. Vamos a isso?

 

Os paradigmas de Deus são simples: amor prático ao próximo em ações que ajudem, edifiquem (traduzindo: construam algo de bom no outro), contribuam,façam a vida de alguém (ou a de todos à volta) melhor, em algum aspecto mais agradável, em relacionamentos relevantes e sempre bem intencionados; justiça para consigo mesmo e para com Deus, vivendo querendo o melhor da vida e afastando-se do que há de ruim, na sinceridade que afasta a hipocrisia, o orgulho, que nos faz enxergar nossas limitações, que nos dá a sensibilidade de perceber que, apesar de cometermos erros diferentes, todos erramos e todos somos carentes de Deus, que é nossa linha reta num mundo que anda em círculos; paz, interior e exterior, no controle do ânimo, do mau-humor, da vontade de devolver a ofensa, paz em casa, paz na criação dos filhos, na hora de tratar os erros, na hora de tomar decisões difíceis, na iminência da morte; e alegria, aquela festa diária de estar vivo e ter tantas possibilidades, a satisfação de estar vivo, ter amor, ter amigos, ter um motivo, relevância, a alegria infantil das pequenas coisas, das tardes ensolaradas, essas pequenas atividades prazerosas, as vitórias e os títulos, a mudança de vida, a felicidade almejada; , a firme convicção de que existe alguém, que pode não ser sensorialmente apreensível, mas ainda assim é real e consciente, olhando, zelando, guiando os passos da humanidade (principalmente daqueles que confiam em sua palavra), aguardando no outro extremo da história, para uma razão maior que simplesmente 100 anos de vida.

Os paradigmas religiosos, contudo, não são tão uniformes, mas invariavelmente teremos: liturgia, o passo a passo do funcionamento do seu comportamento religioso: levantar a mão? Não levantar? Falar alto ou baixo? Vestir roupas longas ou curtas? Reunir-se aos domingos ou todos os dias da semana? Dizimar quanto? Chamar Deus de quê? Chamar o amigo ao lado de quê? Ler algum livro? Fazer alguma prece? Decorar alguma coisa? Cantar que música? Ler que literatura?Frequentar que ambientes? Temer o quê? Fazer e não fazer o quê? E a Crença, a confiança depositada no conteúdo de algum enunciado ou indivíduo, na efetividade de alguma prática, na esperança de que determinados hábitos resultem em determinados resultados.

Permitam, contudo, que eu lance algumas perguntas inspiradoras:

Se eu vou a determinado culto, em determinado local, e sigo todos os protocolos formais (sento-me, ouço o sermão, canto determinado tipo de música, leio determinada literatura), durante um mês, mas no final deste prazo não acrescentei em nada, no meu dia-a-dia, dos paradigmas de Deus (não sou uma pessoa melhor, mais paciente, mais agradável no trabalho, mais tranquila com os problemas domésticos por confiar em Deus, mais serena de espírito, menos deprimida), em que grupo eu me enquadro: “Filho de Deus” ou “Simplesmente religioso”?

Se eu for impecável no cumprimento dos paradigmas da minha religião, sendo cuidadoso em observar suas normas,(ex. frequentar assiduamente as reuniões) em realizar todos os seus votos e obrigações (ex. dizimar, evangelizar), em manifestar abertamente minha posição diante da comunidade, em atrair novos adeptos, mas for ainda imaturo nos paradigmas de Jesus (ainda não sei amar nem demonstrar amor e respeito, não sou educado e sincero, ainda ando ansioso e estressado, ainda burlo regras morais e sociais básicas, minto muito, não trabalho direito, não pago a quem devo e minha família é um ambiente pouco comunicativo e negativo), posso ser chamado de Filho de Deus? Ou Tecnólogo da Religião?

Se eu praticar determinado conselho ou rito, seguindo suas determinações que prometem tornar-me mais próximo de Deus, se eu orientar minha vida ao redor de determinado grupo de ensinamentos doutrinários que prometem resultar em algum aprendizado e crescimento, e depois de um, dois, três anos de prática fiel, percebo que eles não produziram em mim o que deveriam produzir, ou que eu não evolui como indivíduo, nem me aproximei mais de Deus e de conhecer o segredo de viver de acordo com seus paradigmas (com fé, amor, paz, alegria e tantas outras “bênçãos” prometidas), posso concluir que minha religião pessoal é morta, e que minha prática religiosa em si é insuficiente para me tornar mais íntimo de Deus, mais parecido com ele?

Os paradigmas de Deus são claros e universais. O amor sempre será o amor, a fé será sempre fé, assim como a justiça será a justiça. Pratica-los é uma maneira universal de ir ao encontro de Deus. Já os paradigmas religiosos são incertos, variáveis de modalidade para modalidade religiosa, são um terreno fértil para controvérsias e árido para certezas.  Quem apóia sua busca por Deus em paradigmas religiosos vive uma vida infrutífera, padece no entendimento do mundo e acaba anulando a beleza de Deus, sua glória, seu propósito. Quem vive uma vida alicerçada na “rocha” que são os princípios que Jesus ensinou “com seu sangue”, com sua existência, viverá consciente e plenamente satisfeito, nunca deixando de aprender, com motivos de sobra para sorrir, amado e respeitado por todos, escrevendo uma história impecável, um caminho seguro e direto até a eternidade, onde Deus está. No fim das contas, Deus se mostra como o sol acima do nebuloso, incerto, ambiente religioso. Muitos só vêem Deus parcialmente, não podem contemplá-lo claramente, nem sua vontade, porque vivem dias tempestuosos, nublados, difíceis por conta da religião. Mas Deus, como o Sol, está além das nuvens. Acima, muito acima dali, e claro como o dia.

 

Grande abraço,

Thiago

 

7 de Julho

julho 8, 2010

Olá, pessoal que lê aqui, já estamos em julho e gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos de hoje. Realmente, Deus pode fazer coisas incríveis na nossa mente, não é ? E quem disse que o budismo está errado com todas aquelas horas de meditação (tudo bem, a gente faz um pouquinho diferente, a gente não esvazia, enche a mente, mas o conceito é o mesmo _risos) ? A Bíblia recomenda veementemente para uma vida saudável longas horas de meditação e reflexão, v. Salmo 1. Vamos a ela então?_risos

A reflexão do dia começa no suposto amor à Deus e termina na pergunta “Quem é esse?”. É ótimo que Deus tenha respondido que seu nome é “Eu sou o que sou”, porque isso alarga exponencialmente a perspectiva. Significa que Deus não pode ser enquadrado num conceito formal. Porém, a Bíblia, o livro clássico cristão (porque existem outros, acreditem, que devem ser considerados…), diz diretamente que “Deus é amor” e que “aquele que não ama não conhece a Deus”. Isso me pegou desprevenido hoje. Me tomou de surpresa imerso em crises pessoais, crises familiares, preconceitos, certa apatia quanto à condição de quem está passando frio ou fome agora enquanto escrevo. É. Somos muito ávidos em dizer a teoria e contradizer com a prática. O que eu notei é o seguinte: o amor a Deus, até mesmo o fato de conhecê-lo ou não (que nós “da religião”, tanto nos orgulhamos) está “condicionado a”. Sim. Amar. “Aquele que diz ‘eu amo a Deus’ e odeia seu irmão é mentiroso”, diz a mesma Bíblia. Como alguém poderia entender o que é amor começando do mais difícil objeto de amor sincero que existe, Deus, que é invisível ? Não. Nós começamos o amor e o conhecer a Deus em nós mesmos, amando nossa alma, nossa vida, tendo o cuidado de preservá-la, conservá-la, alimentá-la, e então o conceito de “pecado” (esse tremendo tabu) se torna de uma simplicidade estonteante: tudo que te faz mal, assim como a recomendação para evitá-lo. E o amor continua em nós, e transborda para os outros (por isso “amar o próximo como a si mesmo”). Logo se vê que se você não ama os que estão ao seu redor, mesmo que sejam problemáticos, caóticos, egoístas, miseráveis, se você não consegue nutrir nenhuma simpatia, misericórdia, otimismo, se você se tornou insensível ao “outro”, possivelmente, você está tremendamente distante de entender quem é ou o que quer esse Deus que dizemos servir e amar. Amar ao outro é uma forma de lembrá-lo de que existe um amor ainda maior esperando quando o tempo chegar. Amar a si mesmo é entender-se, render-se aos limitados dias de vida, à limitada condição de saúde, à limitada capacidade de acertar e à irritante insistência em errar. Assumir esses “pecados” e encontrar a graça (que se explica por ela mesma, paz de graça, amor de graça, perdão de graça, alegria de graça, graça de graça). Eu quero muito conhecê-lo. Eu quero estar conectado 24h com o que está acontecendo nesse outro nível, misterioso, mas eventualmente tão real como um beliscão, que é o “espiritual”. E Deus está nisso tudo. Amando a quem está à minha volta eu começo a ver, ouvir, sentir a Deus. Se os pais amassem os filhos, e os filhos aos pais; se os casais se amassem, assim, por puro carinho e entrega; se os ricos amassem aos pobres; se os justos amassem quem está longe da lei; se eu amar, simplesmente como ele me amou, então, um dia, a hora vai chegar, quando eu puder finalmente encontrá-lo. Pessoalmente. Depois de ter amado o mundo inteiro, imediatamente vou reconhecê-lo. Porque ele terá (como pai e filho) o meu sorriso, os meus olhos, a minha maneira suave de falar.

Quem é Deus? O amor é um bom caminho para encontrar a resposta.

Abraço,

Thiago

Minha História Está Escrita !

junho 1, 2010

Olá amigos(as) do Blog,

Queria dividir com vocês alguma coisa que me veio sobre a nossa relação com a Bíblia. Nós usualmente dizemos que a Bíblia é a Palavra de Deus. Certo. Do ponto de vista prático (porque se a sua Fé não é prática ela está morta, v. o livro de Tiago em “porque a Fé sem obras é morta” e tantos outros trechos) a Bíblia é um conjunto de textos que trazem revelações pessoais de Deus à humanidade, que aconteceram (na história), acontecem (na transformação que ela opera) e acontecerão (daí as profecias). E como ter segurança destas evidências que tornam a Fé na Bíblia e em Deus tão real, tão palpável a quem crê? A segurança está em conhecer o modo de Deus de revelar-se. O livro de Gênesis menciona que “Deus disse: Haja Luz. E houve Luz”. Assim, só temos uma relação profunda de experiência com Deus diante da Bíblia se obtemos a essência das revelações de Deus: Deus diz, Deus faz. Se o que você lê na bíblia não se expressa na sua história, não transforma o mundo a sua volta (como a vida de Jesus, que está escrita ali, transformou o mundo a ponto de até contarmos o tempo baseado em sua Vida_que glória), sua relação com este livro é meramente religiosa, infelizmente, e você ainda não conhece a Palavra de Deus, mas apenas o texto. A própria Bíblia menciona que “a letra, em si, é morta”. Que fascinante. Deus, em aliança com pessoas, na Bíblia, narrou histórias que vieram a ser e transformam o mundo. Mas Deus não parou de revelar-se, nem de escrever através de pessoas. Através da Bíblia, temos a possibilidade de sermos inseridos na essência da experiência com Deus e assim nos tornar parte desta história que começa em Gênesis, mas não termina em Apocalipse, e será contada por muito tempo, na realidade de muitos, até que o mundo mude. Quando leio a Bíblia, consigo rever minha vida dentro daqueles versos. Versos que guiaram meus sucessos, que curaram meus fracassos, realizando na prática de vida a vontade de Deus pra mim. Esta é a Bíblia. E eu sou mais um livro desta grandiosa obra literária.

(Agora todo mundo já sabe que a Bíblia tem pelo menos dois livros de “Tiago”  _risos_ um sem “h”, que é o original, e outro “Thiago”, que sou eu _mais risos).

Espero que esta também seja a sua relação com este livro poderoso. E Deus disse: “Haja Luz”. E Há.

Abraço apertado,

Thiago

6 de maio

maio 6, 2010

olá, pessoal do Blog,

quero fazer um post aqui em homenagem às pessoas. Isso mesmo. Eu vou homenagear os meus meus pais, meus líderes e meus amigos. Vamos lá?

Começo com os pais. Gente, que bênção é ter uma família (dom de Deus) pra nos apoiar e nos construir nessa intensa, difícil e emocionante (sim, de comédia à filme de terror) vida em família. Eu tenho a felicidade de dizer, diante do meu Pai do céu, que meus pais são um bem na minha vida. Eles me criaram e eu, hoje, me sinto bem criado. Então palmas pra eles. Se hoje eu sou responsável, confiante, bem humorado, estudioso, manso, eu devo um “muito obrigado” pela sua dedicação. E as vezes a dedicação dos nossos pais supera até mesmo suas próprias deficiências. Se nós não entendemos isto, está criado um problema. Se entendemos, você se torna um fruto agradável. Exemplifico: talvez seu pai não seja paciente com você, mas ele sempre te ensinou o valor da paciência, de falar baixo, de manter a calma, logo, quando no futuro você se tornar uma pessoa melhor do que ele mesmo, não julgue, não rejeite, ame. Retribua com o fruto da educação que ele te deu e abençoe a sua casa em tudo. Ê, felicidade, ver Deus nos ensinar essas coisas e transformar nossa casa. Glória a Deus pelos meus pais (Nestor e Maria Helena haha).

Agora vem os líderes: Deus planejou o negócio bem planejado. Ele sabia que viveriamos realidades diferentes, com circunstâncias diferentes, em medidas de oportunidades diferentes, aí pra que ninguém saisse perdendo, nosso Pai (sábio todo) disse: “quem quiser ser o maior, sirva aos demais”. Que glória ! Queria, então, destacar minha alegria aos meus líderes, aos meus conselheiros da Palavra, que tem dividido comigo o que eles tem de melhor. Bom saber que eu posso através deles, pessoas mais experientes que eu, mais maduras, alcançar um novo patamar, um novo horizonte, quando páro pra ouvir com sinceridade e aprender com dedicação. Então mando abraço especial (lógico que vou citar os nomes) pra Rica (meu conselheiro nos tempos de adolescente e hoje um grande amigo),  Hugo (Hugão, meu líder, você é demais), Pr. Hermes (querido PartÔôÔÔ; “eu te louvareeeei”) e Zica, meu amigo, líder e futuro pastor (que ultimamente só tem aberto a boca pra me abençoar, eita pêga) !

Amigos: ah, pessoas, vocês não sabem quantos entraves eu superei, quantas restrições pessoais, e como eu estou feliz por estar aberto, agora, para amar vocês. Meu Pequeno Grupo (sintam-se chamados pelo nome genteeee), meus amigos de infância (Iulo, Patty, Flavinha), meu amor (Tainá ;]), amigos do peito, mesmo que distantes (PG de Itabuna, André, Michel, Nanda, Neto, óóó que dificuldade citar todos), pessoas com quem eu aprendi a dividir e estou aprendendo a multiplicar (depois escrevo sobre isso rs). Que bom saber que existe gente boa ao redor, gente confiável, gente amável, gente alegre, gente pra preencher espaço na alma, pra enlarguecer o coração e ensinar o princípio do que é amar a Deus. Exatamente, ora, porque “aquele que não ama não conhece a Deus”, logo, amar é o primeiro passo pra relacionamento com Deus. Quando você entende o sentimento para com as pessoas, você entende que “amar a Deus” é muito mais que discurso, tem que ser “de coração”. Olha eu pregando. Enfim, um grande abraço nos amigos todos.

Esse post de hoje é especial para essas pessoas. “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Obrigado, Senhor.

25 de Abril

abril 25, 2010

Olá, meus amigos (as) do Blog,

queria hoje testemunhar sobre o que é ter “primeiro” Deus (e o seu governo, ou seu reino, como queira chamar… autoridade, direção etc.) e ver “as outras coisas” sendo acrescentadas. Faz 2 semanas que eu tenho dado prioridade pra Deus, que tenho me esforçado pra dar tempo a Ele, pra falar com Ele, pra aprender Dele, e isto quer dizer orar mais, ler e refletir mais sobre a Palavra, alimentar a vontade de ver a Deus, decidir firmemente a esperar Deus falar, permanecer ali pra escutá-lo (e devo dizer, quando Ele fala, Ele fala !), desenvolver comunhão, enfim, como é bom viver isso. Deus me conhece, eu o conheço um pouco mais, nós estamos mais juntos agora, começamos a pensar do mesmo jeito, a planejar as mesmas coisas, a sentir os mesmos sentimentos (Ele está me tornando mais parecido consigo pela convivência, como acontece com os grandes amigos). Agora eu vejo como eu estava a 20 dias atrás (isso pelo simples motivo de não ter compromisso com meu relacionamento com Deus): Andei nos últimos tempos tenso, preocupado com o futuro, até ensaiei um “corre-corre”, e graças a Ele não embarquei nessa onda. Acrescentado a isso, os problemas da vida: com a família, com questões nos relacionamentos, com o ministério, tantas coisas. Mas aí vejo hoje a parte boa: As “outras coisas” que a Bíblia diz que seriam acrescentadas começam de dentro. A primeira é Paz. Eu estou em paz. A Paz te devolve o ritmo real das coisas. Enquanto todo mundo está no “corre-corre”, você está andando calmamente com Deus, por onde Ele quer te levar, e aí você vê que você nunca chega atrasado. A Paz te ensina a paciência, a confiança a longo prazo e a tranquilidade da alma (adeus stress, olá Espírito Santo_risos). A segunda coisa é a Justiça. Quando você decide andar com Deus, você cresce. Você começa a ver as coisas boas e más mais claramente. E aí, você é capaz de tomar decisões mais sábias, a falar com sabedoria, a curar sua mente dos medos, traumas, vícios. A Justiça de Deus é como a luz invadindo sua mente, até mesmo lá nos cantos escuros do pesadelo (onde moram a falta de fé, o rancor com alguém, a maldade pra falar, a depressão etc.). Tudo é iluminado. E sua vida segue o mesmo rumo: iluminada. Com Deus você caminha radiante (“os que te amam brilham como o nascer do sol” Juízes 5:31). E Quando Deus está no controle ele ainda traz a Alegria. E a alegria de Deus é como o Salmo 1: “Feliz o homem que… reflete na Palavra dia-e-noite… ele será como uma árvore plantada num lugar estratégico: junto a um rio… que dá o fruto no tempo certo… suas folhas nunca murcham… e tudo quando este homem faz, dá certo”. Você vê as coisas ao seu redor dando frutos, você percebe em seu coração o tempo chegando pra cada projeto, e a Palavra vai se tornando sua fonte única, seu sustento certo, nada rouba a sua alegria. Eu estou VIVENDO isso. Eu que já me perguntei se realmente vale a pena dar a Deus o “primeiro” (que as vezes significa jogar tudo que te atrapalha pro ar), o melhor tempo, a maior disposição, enfim, o coração, eu mesmo respondo: isso sim é felicidade. Felicidade que transforma seus problemas (alguns são até os mesmos, olha só) em combustível para a sua alma (alimentam o desejo do melhor de Deus pra você). Felicidade que seu salário não compra, que seus amigos não tem pra dar. Só Deus pode dar, em Jesus, quando Ele for o “primeiro”. Seja o primeiro na minha vida, Jesus. Está valendo (muito) a pena.

 

Abração, Thiago

13 de Abril

abril 14, 2010

Olá, amigos(as),

quero falar sobre o que estou experimentando e deixar uma pequena lição que estou reaprendendo (esse negócio de “deixar lição” eu estou aprendendo com a história de Jesus, que era um mestre fora do normal e “ensinava” sempre que podia; isso me animou a procurar ensinar também):

 Não existe tempo fora de Deus que valha a pena. Eu aprendi isso do ano passado pra cá (quando dedicava tanto tempo pra Deus e nunca me sentia cansado, pelo contrário, quando mais eu tinha, mais eu procurava e isso começava a tocar as pessoas ao meu redor). Mas chegou um novo tempo pra mim, de mudança, (cidade nova, desafios novos, compromissos novos) e fui negligente e deixei de buscar. Voltei ao tempo do feijão-com-arroz, abandonei a experiência de “Festa” que você encontra quando se dedica a Ele. Mas no último fim de semana eu permiti que a palavra produzisse em mim arrependimento. E o arrependimento produz um fruto imediato: mudança. Faz três dias que me dedico exclusivamente a buscar a Palavra e a Presença de Deus (minha meta era pelo menos 2h por dia pra orar mais o tempo de bíblia, e nem fazia idéia de como eu ia conseguir superar essa programação_”Mas também. É a fome”, eu diagnostico logo).  Como é bom voltar. E é isso que eu quero dividir aqui, a sensação da experiência de ter Deus como prioridade. Você começa a ser guiado por Ele, a pensar e a se comportar como alguém inspirado por uma inteligência (emocional, profissional etc.) excelente. E ainda tem a paz no coração (os mesmos problemas, mas eles simplesmente mudam de proporção e não afetam mais seu juízo), a alegria de viver (que te puxa pra cima, faz você achar satisfação em tudo) e a certeza do certo (você não vascila, é tentado e não cai, a Palavra faz sentido e cada dia te mostra mais verdades). Bem que a Bíblia diz: “Porque o Reino de Deus é Justiça, Paz e Alegria; no espírito santo”. E voltar a isso me levou de volta à uma música que Ele me inspirou a compor ano passado, quando eu ainda estava começando a entender e a mudar. Ela fala sobre o preço e a recompensa. Hoje eu sou grato a Ele por poder comprovar, ainda tão jovem, com todos os sentidos e sem intermediários, que a sua história é verdadeira e por meio dela eu alcanço essa glória que hoje eu re-experimento. Que Ele mostre e inspire vocês ao Abril de começos e recomeços que eu tenho vivido.

Aprendendo e Curtindo a Graça da Intimidade,

humildemente, Thiago

Maior História

 

Meu Jesus Sofreu a Dor dos Homens
Cada Lágrima Suportou
Ele Deu e Nada Pediu em Troca
Quando Eu o Desprezava, me Amou

Como podem dizer que não se lembram
ou que nunca ouviram falar
Como podem negar tamanha história de amor
Foi meu Jesus Quem Morreu para Contar

Maior Prova de Amor não Se Viu
Veja Bem, Ele quer te Dar a Paz que Só Ele Tem
Maior História de Amor Não Se Verá
Veja Bem, Ele Quer Te Dar a Salvação Que Só Ele Tem Pra Dar

Veja Bem, Lembra Bem
História, Sua História, Ele Morreu pra Contar
Do Amor que Tem pra Dar

10 de Abril

abril 10, 2010

Começo a contar a vocês alguma coisa da minha vida com Deus. Há algum tempo Deus tem me falado (é, ele me fala muitas coisas… na verdade, é a voz que mais se ouve no mundo, isso mesmo, nesse nosso mundo de aviões e celular) da importância de compartilhar a vida. Veja a Bíblia. Um livro que conta mais que histórias, compartilha vidas. Vidas de pessoas próximas a Deus, cheias de significado, cheias de uma verdade superior à sua situação. E alguma coisa da vida do próprio Deus, do jeito que coube entre o gênesis e o apocalipse (por incrível que pareça, é um espaçinho apertado _risos).

Hoje foi um dia difícil, daqueles dias de irritação, chateação, decepção. Hoje foi um dia de ira. E enquanto escrevo isso automaticamente “não se ponha o sol sob a sua ira”. Não deixe passar o dia sem passar a ira. O sono de um coração ressentido certamente não é dos mais renovadores. Fui à igreja. Ah, a igreja. Lugar controvertido. É ali que os dois maiores opostos se reunem: a hipocrisia para com Deus (o maior pecado) e o Amor à Deus (a maior virtude). No meio da controvérsia, Deus olha e vê que lá estão “dois ou mais reunidos para encontrá-lo” e ele resolve ter misericórdia e vai até Lá. E foi lá, hoje, no meu dia da ira, que eu encontrei o que eu precisava. Quando o culto terminou aquilo ecoava na minha mente: “2 horas pra Deus”. Meu espírito confirmava: “Isso! Hoje!”. E aí a noite seguiu até que, mais tarde, eu entrei no meu quarto e vim realizar aquela vontade, matar a fome da alma e do espírito (matar a fome, boa expressão). Passei algum tempo a sós com Deus. Nesse tempo, re-contei a ele as coisas que tem passado na minha cabeça, coisas do passado e coisas do que eu espero pra amanhã, pra esse ano, pra mais além. Ele me lembrou de muitas coisas, me ensinou um pouco sobre o meu caráter (em um ponto que eu ainda não via) e fez aquilo que ele faz de melhor: consolou a minha raiva. Ah, um dos seus nomes é “consolador”. Como ele é bom nisso. Então fiz uma coisa que eu aprendi com ele também, depois de desabafar, me calei e deixei que ele falasse, ali no nosso lugar silencioso, só a sua voz falou profundamente durante alguns minutos. Quando terminou, eu estava como novo, e largo por dentro. Suas palavras abrem espaço em mim, e preenchem o espaço com todo o bem que ele sabe fazer. Impressionante como Deus explica as coisas. Seu modo de pensar é arrebatador. E as coisas que ele diz são acompanhadas de uma paz e uma força e alegria sem igual. A minha fé é pequena, mas Ele me faz acreditar (“autor e consumador da fé”).

Está na hora de ir. Eu queria trazer todos comigo, qualquer hora dessas, pra visitar esse lugar em que se encontra Deus. Lá, onde a sua voz se ouve, e onde alguns até podem vê-lo, está a solução para um dia de ira, um dia mau. Ali, hoje, eu curei minhas preocupações e remorço. Agora eu vou dormir. Agora que a ira se foi. Há tudo isso em “2 horas pra Deus”. E isso era o que eu queria contar.