Um Corpo

Hoje, nosso corpo tem muitas cabeças, que pensam e falam indepententemente, além de terem uma visão de objetivos e obstáculos contraditória. Precisamos que a mente de Cristo nos una em ideais e metas. Isto só seria possível pela submissão aos princípios daqueles mandamentos, esquecidos. Se o cabeça fosse Cristo, nossa boca ensinaria e edificaria, ao invés de julgar e machucar; nossos olhos veriam com amor e atenção, ao invés de omitirem-se a encarar a realidade de nossos próprios erros e da dor que nos cerca.
Hoje, nossas mãos estão a serviço, muitas vezes, de projetos, não de uma missão. Precisamos de mãos como as de Cristo, que se estendem ao cego e acalmam a tempestade (da violência dos nossos, inclusive). Esquecemos que o afeto de nossas ações constrói mais que a simples engenharia de congregações. Perdemos o tato e o dom de curar. Perdemos a capacidade de abraçar primeiro, disciplinar quando necessário, nunca rejeitar quem pede socorro.
Hoje, nosso corpo está doente, sedentário e indisposto. Precisamos de domínio próprio, sobretudo, porque andamos contra a corrente, corremos em direção contrária ao mundo, lutamos contra nossas inclinações e há muita oposição ao nosso avanço. Não é fácil trilhar o caminho do auto-sacrifício, esta via crucis radical, só por onde é possível encontrar salvação num mundo que se perde e se destrói ao viver, que desconhece o significado desta humanidade.

E tudo isto sabendo que está escrito: até o fim, este corpo há de padecer, para que finalmente seja glorificado.

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