Palavra Viva

Sem dúvida, a verdade é o que é. A palavra dita, freqüentemente, se distancia da verdade, ainda que não tenha originalmente esta intenção, porque somos muitos limitados, simplistas e bons teorizadores. Algumas dificuldades, simplesmente, não podem ser antecipadas ou enunciadas.
Assim, o evangelho não pode se basear na palavra dita ou facilmente se perderá num mar de moralismo, teorização estéril, discurso sem consequente resposta existencial.
O evangelho, então, deve, literalmente, viver a verdade, e este compromisso nos impõe, necessariamente, algumas lições automáticas. A primeira diz sobre nossas limitações. Uma coisa é dizer que o evangelho cura a alma do homem. Outra é vivenciar esse tipo de experiência. A superação de traumas, a reabilitação de identidades corroídas pelo mal do mundo… Há poder em Cristo para isto… Em Cristo. E só quem puder vivenciar Cristo, de fato, Poderá experimentá-lo. Daí o distanciamento que vemos entre o que é dito e o que de fato temos vivido.
Outra lição, tão profunda quanto a primeira, diz respeito a Pessoa de Jesus e a verdadeira identidade cristã. Porque ser identificado como cristão deveria ser o resultado de uma profunda personificação moral, social e ideológica da figura dele e, consequentemente, do pai. O discurso, quando fora desta relação, revela uma das piores faces da hipocrisia ou da cegueira. Por isso o discurso, no cristianismo, deve ser último, como a assinatura de um documento, aposta após a certeza da veracidade de seu conteúdo.

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