Despersonalização do Milagre

Acompanhe comigo: Jesus encontra alguém e diz: levanta-te e anda. A outro, num outro momento, diz: Vai, tua fé te salvou. A outros diz: Homens de pouca fé (logo após ter salvo a todos de uma tempestade). A outro diz: Sai para fora. A outros diz: Porque choram, não vêem que a menina apenas dorme? Menina, levanta. A outro diz: Toma teu leito e anda…

Em todos esses casos eu vejo Jesus, cercado talvez por uma multidão, mas repousando os olhos sobre Alguém. Alguém com nome, com uma história, alguém específico. A pergunta que fica é: Jesus curou a todos os enfermos? (biblicamente, não). Jesus operou milagres diante de todos que ansiavam por milagres? (novamente, resposta negativa). Diante disto, eu me pergunto:

Quem transformou o milagre em uma oferta coletiva, determinável e voluntária?

Quem ensinou que o milagre é exigível?

Quem ensinou que há um milagre para tudo?

Onde estão tais promessas de milagres?

Eu gostaria muito de ouvir, um dia, a canção sendo cantada em forma de pergunta, da maneira mais sublime, humilde e singela, sem triunfalismo, mas com consciência da condição humana: Deus…

“hoje o meu milagre vai chegar?”

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Uma resposta to “Despersonalização do Milagre”

  1. Tainá Says:

    Bem sensato, amor. ‘Hoje o meu milagre vai chegar?’

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