Archive for julho \26\UTC 2010

Amazing Father

julho 26, 2010

Incrível! Sete bilhões de filhos. Sim, filhos mesmo. Ainda aqueles que estão distantes. O filho pródigo nunca deixou de ser filho aos olhos do Pai. Apenas estava perdido. O que nos leva de volta a, meu Deus, sete bilhões de filhos! Quando eu tiver meus filhos (por enquanto, sonhamos com dois), quero que eles tenham o melhor de mim. Que tenham certeza do meu abraço, que façam fila para ouvir meus conselhos, que sorriam, sorriam, que sejam amados e saibam amar, educados, generosos, fartos de espírito. E que vivam bem. Sorriam, sorriam. O seu sorriso será delicioso pra mim, já é, e olha que eu ainda nem os conheço pessoalmente. Mas no meu coração, eles já são um sonho bom.

Deus teve tantos sonhos quantos fomos, somos e seremos pela eternidade. “Antes de você nascer, Deus sonhou com a sua vida; ele mesmo lhe formou com um propósito e uma missão (v. Bíblia, Salmo 139.13-18)”. Ele teve um sonho pra mim, um sonho pra você (você já se perguntou como deve ter sido? “eu quero que meu filho seja…”, “minha filha será tão…”). Ele amou cada um desses sonhos, sem nunca ter um preferido, com um amor especial, de um jeito único e especial (como são os filhos), desejando que tivéssemos o melhor dele e desta vida, que ele mesmo nos deu. E o meu sorriso, o seu sorriso, para Deus, é delicioso e surpreendente. Assim Deus tem sete bilhões de motivos, hoje, para renovar sua misericórdia para com esta Terra e para conosco. Não. Nem tudo está perdido, afinal, somos todos seus filhos, sete bilhões de filhos. E um sonho de cada vez pra realizar. Ainda há tempo.

Realize o sonho de Deus pra você. Viva feliz, não ande perdido. Você tem um Pai incrível.

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7 de Julho

julho 8, 2010

Olá, pessoal que lê aqui, já estamos em julho e gostaria de compartilhar com vocês alguns pensamentos de hoje. Realmente, Deus pode fazer coisas incríveis na nossa mente, não é ? E quem disse que o budismo está errado com todas aquelas horas de meditação (tudo bem, a gente faz um pouquinho diferente, a gente não esvazia, enche a mente, mas o conceito é o mesmo _risos) ? A Bíblia recomenda veementemente para uma vida saudável longas horas de meditação e reflexão, v. Salmo 1. Vamos a ela então?_risos

A reflexão do dia começa no suposto amor à Deus e termina na pergunta “Quem é esse?”. É ótimo que Deus tenha respondido que seu nome é “Eu sou o que sou”, porque isso alarga exponencialmente a perspectiva. Significa que Deus não pode ser enquadrado num conceito formal. Porém, a Bíblia, o livro clássico cristão (porque existem outros, acreditem, que devem ser considerados…), diz diretamente que “Deus é amor” e que “aquele que não ama não conhece a Deus”. Isso me pegou desprevenido hoje. Me tomou de surpresa imerso em crises pessoais, crises familiares, preconceitos, certa apatia quanto à condição de quem está passando frio ou fome agora enquanto escrevo. É. Somos muito ávidos em dizer a teoria e contradizer com a prática. O que eu notei é o seguinte: o amor a Deus, até mesmo o fato de conhecê-lo ou não (que nós “da religião”, tanto nos orgulhamos) está “condicionado a”. Sim. Amar. “Aquele que diz ‘eu amo a Deus’ e odeia seu irmão é mentiroso”, diz a mesma Bíblia. Como alguém poderia entender o que é amor começando do mais difícil objeto de amor sincero que existe, Deus, que é invisível ? Não. Nós começamos o amor e o conhecer a Deus em nós mesmos, amando nossa alma, nossa vida, tendo o cuidado de preservá-la, conservá-la, alimentá-la, e então o conceito de “pecado” (esse tremendo tabu) se torna de uma simplicidade estonteante: tudo que te faz mal, assim como a recomendação para evitá-lo. E o amor continua em nós, e transborda para os outros (por isso “amar o próximo como a si mesmo”). Logo se vê que se você não ama os que estão ao seu redor, mesmo que sejam problemáticos, caóticos, egoístas, miseráveis, se você não consegue nutrir nenhuma simpatia, misericórdia, otimismo, se você se tornou insensível ao “outro”, possivelmente, você está tremendamente distante de entender quem é ou o que quer esse Deus que dizemos servir e amar. Amar ao outro é uma forma de lembrá-lo de que existe um amor ainda maior esperando quando o tempo chegar. Amar a si mesmo é entender-se, render-se aos limitados dias de vida, à limitada condição de saúde, à limitada capacidade de acertar e à irritante insistência em errar. Assumir esses “pecados” e encontrar a graça (que se explica por ela mesma, paz de graça, amor de graça, perdão de graça, alegria de graça, graça de graça). Eu quero muito conhecê-lo. Eu quero estar conectado 24h com o que está acontecendo nesse outro nível, misterioso, mas eventualmente tão real como um beliscão, que é o “espiritual”. E Deus está nisso tudo. Amando a quem está à minha volta eu começo a ver, ouvir, sentir a Deus. Se os pais amassem os filhos, e os filhos aos pais; se os casais se amassem, assim, por puro carinho e entrega; se os ricos amassem aos pobres; se os justos amassem quem está longe da lei; se eu amar, simplesmente como ele me amou, então, um dia, a hora vai chegar, quando eu puder finalmente encontrá-lo. Pessoalmente. Depois de ter amado o mundo inteiro, imediatamente vou reconhecê-lo. Porque ele terá (como pai e filho) o meu sorriso, os meus olhos, a minha maneira suave de falar.

Quem é Deus? O amor é um bom caminho para encontrar a resposta.

Abraço,

Thiago

Deus está no Silêncio

julho 7, 2010

Olá, pessoal do Blog,

estou postando aqui alguns trechos de uma reflexão sobre Deus e a forma como Ele fala com as pessoas. Inicio pedindo que você reflita nesse texto como quem assiste a um bom filme, vidrado, atento aos detalhes. Você nem pisca. E se alguém pretende te distrair e fazê-lo perder uma só cena: PSSSSIIIIIU ! Deus está no silêncio. Vamos lá?

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Você deve estar cansado de gritarem com você. No mundo são tantas vozes, interiores e exteriores, preocupações em alto e bom som, como uma buzina de ansiedade, como milhares de apitos de stress. Mas Deus, Deus está no silêncio.

Quando você pára de ouvir o barulho à sua volta, esse barulho que o mundo, em pleno funcionamento (como enormes engrenagens rangendo ao se mover, tão complexas), produz: o apelo do pop e da moda, pedindo pra você vestir, pedindo pra você agir; o apelo da religião, pedindo pra você confessar, pra você se arrepender e gritar por Deus com todas as forças; o apelo das obrigações, a reclamação insistente dos seus credores e as intermináveis desculpas dos seus devedores; o apelo da sociedade, que tem um script pronto pra você representar, decore suas falas e assuma seu papel ou você é considerado um “zero à esquerda”…

Quando você deixa de ouvir os Outros, as palavras dos pessimistas, que dizem que você não vai à lugar algum; dos escarnecedores, que dizem pra você agir primeiro, pensar depois (“pra quê levar a vida à sério?); as palavras dos maus, que zombam de você, que depreciam sua imagem, sua personalidade; a injúria dos legalistas, que dizem onde, como e porquê você está errando, sem o mínimo compromisso em apresentar soluções; as tragédias pessoais, as histórias de desastres, a mídia alienadora, a idolatria iconográfica que conta histórias mentirosas sobre pessoas irreais…

Quando você aprende a ignorar o sussurro insistente da sua mente, dizendo “sexo, sexo, sexo, sexo …”, “só mais um cigarro, só mais um, só mais um, só mais um…”, “mate, mate, mate, morra, morra, morra …”, “suicídio, suicídio, suicídio …”…

Quando deixa de ouvir o tic tac do relógio moderno, que já nem depende mais do relógio em si, porque está espalhado na atmosfera e dita o ritmo dos dias e noites dos seres humanos apressados e obedientes demais; quando pára de contar, preocupado, as batidas do seu coração, aceleradas ou lentas demais, atemorizado com sua saúde, com alguma doença (até mesmo as que você ainda não tem); quando deixa de obedecer cegamente ao toque do celular, ao timbre do despertador sempre ocupado…

Quando você se livra de tudo isso, lá está. A voz de Deus, então, se ouve claramente, depois de todos os barulhos cessarem. Não é de admirar que poucos a ouçam. O barulho está em todo lugar. Calar a boca do mundo é uma tarefa realmente complicada. Mas libertadora em todos os sentidos. Calar o mundo pra ouvir a Deus.

Quanto tempo você passou em silêncio hoje?

Eu posso gritar com você, seu chefe pode gritar com você, seus pais também. Deus, jamais.

Apesar de todo o barulho e da dificuldade de encontrar o silêncio para ouvir a Sua voz, uma só Palavra dele pode transformar pra sempre a sua vida.

A linguagem do amor de Deus, muitas vezes, se resume a um olhar. E o silêncio diz o que as palavras não podem.

Quem ora deve falar, mas também deve calar e esperar a resposta. Oração é diálogo, não monólogo.

Posso ilustrar esta história com um monitor de batimentos cardíacos. Barulho ininterrupto significa morte.

Jesus foi chicoteado, escarnecido, provocado sobre seus valores, questionado como pessoa, machucado (física e emocionalmente), e ficou calado. Porque? Para ensinar o valor que as palavras tem. Quando ele abriu a boca, disse unicamente: Pai, perdoa-os.

A esperança é que o barulho do mundo, uma hora, acaba. A festa acaba, o trio pára de tocar, os amigos vão embora, os inimigos se calam, os gritos de desespero se consolam, a tragédia emudece, a briga cede ao cansaço… MAS DEUS NUNCA PÁRA DE DIZER: “Filho? Você me ouve?”

Jesus deveria ter dito: Bem-aventurados os silenciosos.

Porque eles ouvirão a Deus.

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Forte Abraço,

Thiago

Novo Mandamento vos Dou

julho 6, 2010

Jesus era um homem extremamente sensível. Ele podia, por suas palavras, transmitir a essência das escrituras, as mesmas letras que os fariseus usavam para privilegiar o legalismo e oprimir o pobre e a viúva com normas religiosas nocivas, desumanas, centradas na obrigação pela obrigação. Jesus tinha a mente do próprio Deus. A sua lógica era guiada pelo amor e pela bondade. Seus mandamentos não são fórmulas religiosas sem sentido. São conselhos de bem e paz. Percebendo que muitos haviam transformado os “mandamentos” contidos nas escrituras em pesadas engrenagens de uma máquina opressora e alienante, ele resolveu revê-los, um por um (v. livro de Mateus cap. 5:21, na Bíblia). E o mais intrigante da história, a lição mais profunda, o que haveria de restar sobre tudo o que fosse “mandamento”. Jesus disse: Novo mandamento vos dou (João 13:34), que ameis uns aos outros. Mas espera, esse mandamento não era novo, aliás, já existia desde o velho testamento, no texto das escrituras antigas (v. Deuteronômio 6:4 e Levítico 19:17, ex.). Não. Não era um mandamento inédito. Mas era uma ordem imediata, nova, “pra hoje”. Jesus dizia com essas palavras “tem uma coisa que eu quero que vocês façam agora, porque quero que deixem o que estão fazendo e façam uma coisa nova, diferente”. Jesus estava re-ensinando as bases da fé em Deus, rejeitando assim qualquer outra regra marginal, para concentrar as atenções no centro da sua vontade, o amor (v. novamente Deuteronômio 6:4 e Levítico 19:17). Amar a Deus, Amar ao Outro.
Ainda hoje nós nos vemos correr por aí, como os fariseus, preocupados em cumprir a porcentagem do dízimo, o vestuário das solenidades religiosas, a freqüência assídua nos cultos, o trabalho voluntário e obras de assistência… “novo mandamento vos dou”, posso ouví-lo falar. “Amem uns aos outros”. De novo.