Archive for maio \11\UTC 2010

Volta ao pai, Volta à Vida

maio 11, 2010

Meus olhos estavam constantemente na estrada. Meus pensamentos e meu espírito pessoalmente com Ele, durante todo esse tempo. Ele não percebia, mas eu estava lá. Quando Ele decidiu se afastar, eu decidi que guiaria minha Graça diante dele, para o livrar. Foram longas noites e perigos além da sua consciência. Por pouco ele não se perdeu completamente, mas no fim, ele teve fome. Quem um dia comeu da mesa do pai, nunca esquece (“na casa de meu Pai até os servos tem abundância de pão”). Então ele decidiu voltar. Pensou não ser esperado, mas eu o aguardava naquele caminho a muito tempo (o caminho do arrependimento). Quando o avistei, meus olhos se encheram de lágrimas e eu não pude falar-lhe primeiro, porque minha voz estava embargada: o vi, meu filho, magro, sujo, pobre e esgotado pela vida longe do pai. Nem na minha mais severa disciplina eu iria diminuí-lo daquele modo (porque meu amor supera em muito minha ira). Não dei muita atenção àquelas palavras que disse quando me viu. Eu só procurava uma brecha, uma abertura, um convite para abraçá-lo. Quando ele finalmente se calou e baixou os olhos diante de mim eu entendi: Ele estava de volta! Avancei até Ele e restituí a primeira coisa que lhe foi negada por todo este tempo: Amor. Com um abraço vigoroso devolvi-lhe a chama do carinho, do cuidado e da segurança do Pai. Durante todo este tempo de distância, ele recebeu muitos abraços: abraços sensuais de mulheres de coração mentiroso, abraços traiçoeiros de falsos amigos. Só o meu abraço é Amor. Ele chorou acolhido em meu peito e então, diante daquelas lágrimas sinceras, eu decidi que era hora de restituir-lhe uma segunda coisa perdida: a Honra. Mandei que cuidassem dele, que lhe dessem vestes novas e , como sinal de nova honra, um anel no dedo. Assim, ele nunca mais será confundido. Quando ele decidiu partir sozinho, não levava identificação ou qualquer menção de meu nome. Era um jovem que decidiu viver sozinho no mundo. Agora, ele se vestirá como o Pai e será honrado e conhecido diante dos homens: dêem uma festa! Eu restituo sua Alegria. Todos saibam que meu filho que estava longe retornou. Que todos saibam que eu o recebo sem castigo, de modo que se assim decidi (o único que, justamente, poderia demandar com ele por algo), não há contra ele mais acusação. Restituo sua Liberdade pela minha Justiça. Ah, filho, você pediu a parte dos seus bens. Foi-lhe dada. Você se afastou e perdeu tudo. Não importa. Agora que voltou, você viverá na casa do seu pai, eternamente, sustentado pela minha parte, que nunca lhe será negada e nunca se esgotará. Coma. Beba. Você estava morto. Mas isso não importa mais.

” Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá”.

Eu te recebo de volta, Filho. Volta à Vida.

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Terras do Meu Interior

maio 7, 2010

Esses dias, durante o meu momento a sós com Deus, o Senhor me convidou pra caminhar nas terras do meu interior. Eu me levantei e, juntos, fomos até lá. E tivemos uma visão muito triste, porque Ele me levou aos lugares onde eu negligencio, terras solitárias que eu tentei esquecer. Ali a solidão era profunda. Nenhum verde, nenhum rio, ninguém. Ele me mostrou que aquelas terras, um dia, já foram habitadas. Mas a terra secou e os homens do lugar foram forçados a deixá-la, por não haver mais sustento. Ele me mostrou até mesmo lugares de morte, poços corrompidos por águas amargas. Eu chorei muito naquele lugar. Chorei por aquele povo, pelos seus mortos, pela terra seca. Ah, que arrependimento. Então Ele bondosamente me mostrou o que fazer, o seu plano, o porque da nossa ida até aquele lugar de dor: Vamos plantar naquela terra. Vamos recuperá-la. Vamos semear boas sementes da sua Palavra! Em breve, um novo rio irá correr ali (porque o seu Espírito virá para fazer brotar a semente) e então aos poucos a vida será devolvida. Ele prometeu enviar chuvas incessantes e orvalho pela manhã (meu Deus provedor) e abençoar toda a terra com Esperança. E um dia, sim, um dia a terra receberá de volta os seus filhos. E então eles ali repousarão e frutificarão, eternamente. A solidão será afastada de uma vez por todas, Ele me disse, até que não haja lugar para a falta de amor, para o abandono. “Porque seu coração, meu filho, foi feito para abrigar”. “A muitos”.

Que Assim Seja, Pai. “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte… tu me consolas”. (ver. Bíblia, Salmo 23)

6 de maio

maio 6, 2010

olá, pessoal do Blog,

quero fazer um post aqui em homenagem às pessoas. Isso mesmo. Eu vou homenagear os meus meus pais, meus líderes e meus amigos. Vamos lá?

Começo com os pais. Gente, que bênção é ter uma família (dom de Deus) pra nos apoiar e nos construir nessa intensa, difícil e emocionante (sim, de comédia à filme de terror) vida em família. Eu tenho a felicidade de dizer, diante do meu Pai do céu, que meus pais são um bem na minha vida. Eles me criaram e eu, hoje, me sinto bem criado. Então palmas pra eles. Se hoje eu sou responsável, confiante, bem humorado, estudioso, manso, eu devo um “muito obrigado” pela sua dedicação. E as vezes a dedicação dos nossos pais supera até mesmo suas próprias deficiências. Se nós não entendemos isto, está criado um problema. Se entendemos, você se torna um fruto agradável. Exemplifico: talvez seu pai não seja paciente com você, mas ele sempre te ensinou o valor da paciência, de falar baixo, de manter a calma, logo, quando no futuro você se tornar uma pessoa melhor do que ele mesmo, não julgue, não rejeite, ame. Retribua com o fruto da educação que ele te deu e abençoe a sua casa em tudo. Ê, felicidade, ver Deus nos ensinar essas coisas e transformar nossa casa. Glória a Deus pelos meus pais (Nestor e Maria Helena haha).

Agora vem os líderes: Deus planejou o negócio bem planejado. Ele sabia que viveriamos realidades diferentes, com circunstâncias diferentes, em medidas de oportunidades diferentes, aí pra que ninguém saisse perdendo, nosso Pai (sábio todo) disse: “quem quiser ser o maior, sirva aos demais”. Que glória ! Queria, então, destacar minha alegria aos meus líderes, aos meus conselheiros da Palavra, que tem dividido comigo o que eles tem de melhor. Bom saber que eu posso através deles, pessoas mais experientes que eu, mais maduras, alcançar um novo patamar, um novo horizonte, quando páro pra ouvir com sinceridade e aprender com dedicação. Então mando abraço especial (lógico que vou citar os nomes) pra Rica (meu conselheiro nos tempos de adolescente e hoje um grande amigo),  Hugo (Hugão, meu líder, você é demais), Pr. Hermes (querido PartÔôÔÔ; “eu te louvareeeei”) e Zica, meu amigo, líder e futuro pastor (que ultimamente só tem aberto a boca pra me abençoar, eita pêga) !

Amigos: ah, pessoas, vocês não sabem quantos entraves eu superei, quantas restrições pessoais, e como eu estou feliz por estar aberto, agora, para amar vocês. Meu Pequeno Grupo (sintam-se chamados pelo nome genteeee), meus amigos de infância (Iulo, Patty, Flavinha), meu amor (Tainá ;]), amigos do peito, mesmo que distantes (PG de Itabuna, André, Michel, Nanda, Neto, óóó que dificuldade citar todos), pessoas com quem eu aprendi a dividir e estou aprendendo a multiplicar (depois escrevo sobre isso rs). Que bom saber que existe gente boa ao redor, gente confiável, gente amável, gente alegre, gente pra preencher espaço na alma, pra enlarguecer o coração e ensinar o princípio do que é amar a Deus. Exatamente, ora, porque “aquele que não ama não conhece a Deus”, logo, amar é o primeiro passo pra relacionamento com Deus. Quando você entende o sentimento para com as pessoas, você entende que “amar a Deus” é muito mais que discurso, tem que ser “de coração”. Olha eu pregando. Enfim, um grande abraço nos amigos todos.

Esse post de hoje é especial para essas pessoas. “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Obrigado, Senhor.

Ah, Pai, tantos disfarces !

maio 4, 2010

Os dois no jardim sentindo-se culpados, sujos, envergonhados. Não querem que Deus os veja, não dessa forma. Então cobrem a alma com roupas improvisadas, folhas largas para tapar o medo, o orgulho e a vergonha.

Antes de dormir, a menina se ajoelha pra orar. Ela tem um olho roxo na alma, resultado da violência e do desrespeito do seu namorado e de seus amigos, que a forçam a fazer coisas que ela não quer fazer, invadindo sem remorço sua liberdade e arruinando muitos sonhos. Mas ela não quer mostrar o olho roxo ao Senhor. Tem medo do que Ele pode dizer. Ela teme a sua severidade, então, antes de orar, põe um óculos escuro no rosto da sua alma, e vai até Ele assim, disfarçada.

2o anos, ele faz de tudo pra ser aceito. Sinceramente, ele ainda é uma criança, sua alma ainda tem a forma de um menino crescido, magrelo, cabeludo e despreocupado com a aparência. Mas os outros exigem que ele seja outra pessoa, que se comporte de modo diferente, e então ele se veste com músculos e despe o peito, para exibir aos seus “amigos-juízes” seu eu-aceitação. No rosto, ele põe uma máscara sedutora e um sorriso falso de borracha.

Ela caminha com dificuldade, está grávida, mas não quer que Deus ou a igreja saibam. “O que eles iriam dizer?”, pensa. Agora que está mais sensível e deveria vestir roupas leves, ela se esconde e sufoca com casacos longos, para esconder o corpo, e um miserável vestido apertado, que disfarça a evolução da gravidez.

Ele, no fundo, não se sente homem. Não se entende como homem, não tem nenhum referencial positivo que o indique nessa direção, nem tem vontade de seguir a orientação do Senhor. Mas ele sabe que terá que sair de casa, e que lá fora tudo é vigiado e condenado, então ele se veste de homem, um homem indiferente, mas homem. Ensaia até comentários típicos, e cobre com adereços de homem (chapéus, gravatas, cachecóis) os outros adereços que sua alma , profundamente, usa. Vestido assim, ninguém diria o que se passa lá dentro.

Eles correm. A música não pode parar, porque o silêncio significa solidão e a solidão é insuportável, reveladora. A alma inquieta pede preenchimento. Mas eles não dão ouvidos a ela. Vestem suas fantasias coloridas e sensuais e festejam, festejam, festejam. E por dentro a alma clama: “Tomara que o Carnaval dure pra sempre, porque se não…”.

Inseguro, frustrado, todos os dias ele sobe ao púlpito, ou à plataforma e prega, canta, dirige, ensina, e quem o vê nota o terno alinhado, a bata branca, o sorriso carismático, as mãos limpas. Momentos antes, contudo, foram horas e horas de auto-mutilação, porque sua alma está se auto-rejeitando, lutando pra expelir o produto daquele coração amargo, daquela natureza irascível, animal, frustrada. O jeito é abotoar mais apertado. Tomara que ninguém perceba. Tomara que o Senhor não perceba.

Ah, se eles soubessem. Pra que tanto esforço, tanta dor, tantos disfarces? Aos olhos de Deus, todos nós, como no Éden, ainda estamos nus.

“porque o Senhor não vê como o homem vê, porque o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (na bíblia, em 1 samuel, 16:7)

Deus, Médico ou Juiz ?

maio 4, 2010

Muitos vêem Deus como Juiz: imparcial, legalista frio, uma autoridade distante e formalizada. Esse “Deus Juiz” não considera emoções. Ele não permite que você se justifique. Que você se explique. Ele apenas aponta erros. Traz à tona todos os erros para que testemunhem contra nós e nos sentencia a pagar, sofrer, penar. Ele te exclui por conta dos seus pecados, sempre com aquele ar de superioridade e de decepção arrogante. Ele nos condena por aquilo que fizemos ou carregamos de mal, independentemente das circunstâncias ou do nosso grau de culpa. Diante desse Deus juiz não haveria outra possibilidade pra nós: condenação, condenação perpétua.

Ah, se eles conhecessem a Deus como Ele realmente é: um médico. Então saberiam, primeiramente, que ele é bom. Muito bom. Paciente, atencioso, habilidoso com pessoas e extremamente bem intencionado. Ele só quer o nosso bem. Está 24h de plantão para nos atender em qualquer necessidade, dor, dúvida. Descobririam que Deus, a essa altura das coisas, nunca esperou ou esperará que alguém chegue até Ele sem erros, sem pecado, porque todos nós temos essa natureza que adoece. Ele é um médico, oras. Está acostumado a todo tipo de doenças (umas na alma: depressão, inveja, orgulho, maldade, mentira etc; outras na vida: carnalidade, materialismo, egocentrismo etc). Aliás, ele não rejeita ou exclui os doentes, pelo contrário, a sua vontade é que todos venham até Ele o quanto antes e contem qual é o problema. Eu posso até ouvir Ele perguntando: “O que você está sentindo, meu filho (a)?”. Então, depois de ouvir tudo, ao invés de uma sentença, Ele te dá o diagnóstico. E com o diagnóstico, ao invés de um castigo, Ele prescreve o tratamento. A cura. Deus, como médico, só deseja uma coisa para os seus filhos (pacientes): que você viva. E viva bem. “Abundantemente”.

 

Um Recado do Médico: Deus, médico dos médicos, sabe que algumas pessoas sofrem de um mal terrível, um mal genético que os deixa cada dia que passa mais debilitados, definhando de dentro pra fora, e que mais cedo ou mais tarde os levará a uma dura morte, se nada for feito. E pra esse mal congênito, só há uma solução: uma transfusão de sangue. Isso mesmo. E de um tipo de sangue especial: J+ (o sangue de Jesus, “Jesus na veia”). Deus, como seu médico, irá insistir para que você o aceite, porque essa é sua única chance. Se aceitá-lo, você terá uma vida muito mais longa do que imagina. Deus, como médico, garante que o tratamento é 100% seguro, gratuito e sem efeitos colaterais. Você terá uma vida normal, sem perder de aproveitar nada do que é bom. Se você sente algum desses sintomas como vazio, solidão, tristeza sem motivo, ansiedade e falta de perspectiva do futuro, desorientação sobre o sentido da vida, dor intensa na alma, medo do amanhã, etc., não deixe de procurá-lo o quanto antes. Ainda há esperança. Ele tem a cura pra você.

Que você deixe de vê-lo como juiz e o veja como Ele realmente É. 

Suas Palavras garantem:

“Porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo”  (ver. João 3:17)

Marcando Encontros com Deus

maio 2, 2010

Deus deseja se relacionar conosco com intimidade, intensidade e toda a comunhão. Através de Jesus, Deus criou a melhor forma pra nós de Encontros, uma forma maravilhosa de estarmos durante toda a vida com Ele. Funciona assim: nós marcamos a hora e o lugar, Deus decide a programação. E é maravilhoso estar com Ele, a ponto de “todas as coisas cooperarem para o nosso bem”, porque o escolhemos. O que poderia dar errado? Seriamos sempre chegados a Deus, conhecendo sempre o que Ele pensa, estando sempre próximos Dele, nos tornando cada vez mais parecidos com Ele. Mas nosso coração inverteu as tarefas do Encontro: nós queremos decidir a programação, e aí, oramos quando estamos em dificuldade: “Senhor, eu preciso ser promovido no emprego”. Naquele dia, Ele tinha planejado uma surpresa, um emprego novo, que te daria mais tempo pra Ele, pra nós, mas pedimos a promoção, e com a promoção vem mais trabalho, menos tempo, menos Encontros. Nós também nos esquivamos da nossa parte de dizer o horário, porque “não tenho tempo hoje” e escolhemos o mesmo lugar sempre, a igreja. Os Encontros se tornam monótonos e pouco íntimos, e perdemos de visitar com Ele nossa casa, lugares na cidade, um por do sol, enfim, nossos encontros caem na rotina e perdem o amor. Quando saimos do propósito de Deus pra nossos Encontros, Ele não se afasta, Ele não vai embora, Ele simplesmente espera. Então porque a sensação de “Deus não está aqui?”, ou “Deus não fala mais comigo”? É triste, mas também é uma grande alegria perceber que esse tempo todo Deus esteve à nossa espera e que o motivo do silêncio é que nós estamos no lugar errado, na hora errada, com o propósito errado, querendo encontrar a Deus nas nossas conveniências. Dê um pouco mais de si pra Deus, vá até Ele sem pedir nem esperar, apenas pra encontrá-lo, deixe que Ele conduza o Encontro, que Ele comece, apenas espere. Ele tem esperado tanto por você, fielmente, pacientemente. Espere por Ele. Apenas marque o lugar e a hora, e que seja bastante tempo, e que seja num lugar diferente. Certamente Ele te dará um Encontro inesquecível. E você vai viver toda a vida, feliz e plenamente realizado com seus Encontros com Deus.

 

Atenção a alguns erros comuns: Marcar a hora errada (pouco tempo, ou a pior hora do seu dia), o lugar errado (os lugares solitários são os melhores, mesmo que seja o seu quarto), querer dizer a programação e só desejar encontros pra pedir (não são nem encontros, são “reuniões de negócio” com Deus), desanimar-se porque Deus não veio (na verdade, você quem faltou, por isso o silêncio; reavalie, Deus está sempre lá) e desejar uma relação superficial (querendo se encontrar com Deus por correspondência, ou por intermediários; Deus não usa e-mail nem manda recado, ele vai até você).

Lenha e Fogo

maio 2, 2010

O primeiro cristão é o Lenhador. Ele afia o seu machado, prepara os seus braços fortes e entra pela floresta densa em busca de lenha. Sempre procura a fonte mais antiga, de maior profundidade e extensão. Ao golpear a árvore, o cristão percebe que não será fácil. Mas ele insiste, seu trabalho árduo dura o dia inteiro. Aos poucos obtem o que veio buscar: conhecimento. Então ele volta satisfeito, sabendo que fez um belo trabalho diante de uma tarefa difícil. No fim, ele empilha todo aquele conhecimento em grandes toras, senta-se em cima da pilha, e lá do alto diz: Pronto. Fiz o que tinha que fazer. Mas a noite fria vem e ele sente frio. Muita Lenha, mas não há Fogo.

O segundo cristão é o Atiçador. Ele é habilíssimo em fazer surgir a Chama e cultivá-la, mesmo com pouco ou nenhum combustível. Nas noites frias, ele está sempre à beira da fogueira, que nunca se apaga. Ele também enxerga melhor à noite que os demais, porque o Fogo revela muitas coisas ocultas. No fim, ele se senta à beira da pequena fogueira e se acomoda. Sua luz não atrai outros, porque a fogueira é pequena. Há Fogo, mas a Lenha é Pouca.

O primeiro cristão se torna rude. Ele mostra as marcas nas mãos, os braços fortalecidos pelo trabalho árduo, as obras de madeira construídas, que são tantas, e brada aos outros que sigam seu exemplo, que aprendam a trabalhar. Ele despreza o Atiçador. O Lenhador perde a ternura e não conhece a comunhão. O segundo cristão é arrogante e preguiçoso: da beira da fogueira, ele julga o Lenhador  como “distante da luz”, pois o outro não vê o que ele vê. O Atiçador não percebe que nada foi construído, que contentou-se com pouco durante toda a vida e que sua luz não é capaz de brilhar muito longe, pois não tem intensidade.

Lenha e Fogo. Quando o Lenhador aprende Sobre o Fogo, Quando o Atiçador aprende a buscar Lenha abundante, então se erguem as fornalhas que iluminam o mundo, incendeiam corações de milhares e cujas brasas vivas ascendem aos céus, onde Deus está.

Que o Seu Altar seja uma Fornalha de Lenha e Fogo. Palavra e Espírito.